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	<title>Rui Fragoso, autor em Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
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		<title>ADENE &#124; Edifícios sustentáveis: Mais do que um contributo para a descarbonização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rui Fragoso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 08:08:52 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2016, a Comissão Europeia (CE) apresentou o pacote <em>Energia Limpa para todos os Europeus</em>, um passo para a transição energética e para o cumprimento do Acordo de Paris. Dois anos mais tarde, em 2018, a União Europeia (UE) aprovou o regulamento da Governação, o qual estabeleceu, entre outras metas, uma redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), relativamente aos níveis de 1990, de 40 %. O pacote <em>Objetivo 55</em>, apresentado pela CE em 2021, visa permitir que a UE reduza as suas emissões líquidas de gases com efeito de estufa em, pelo menos, 55 % até 2030, em comparação com os níveis de 1990, e alcance a neutralidade climática em 2050, facto tornado obrigatório através da Lei Europeia do Clima.</p>
<p>Portugal assumiu também um compromisso ambicioso através do <em>Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050</em>: uma redução dos GEE de entre 85 % e 90 % até 2050, face aos valores registados em 2005, em grande medida alavancado pelo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/0307-primeira-revisao-do-pnec-2030-reforca-ambicao-para-renovaveis-e-cer/"><em>Plano Nacional Energia e Clima 2030</em></a>.</p>
<p>Os edifícios são naturalmente parte desta equação, tendo, por isso, sido estabelecida uma<em> Estratégia de Longo Prazo para a Renovação os Edifícios</em> (ELPRE). Se bem que a ELPRE pretenda ir ao encontro dos objetivos, europeus e nacionais, para alcançar a neutralidade carbónica, o seu propósito é bem maior, procurando promover a eficiência energética dos edifícios existentes com vista a melhorar as condições de vida e a oportunidade de crescimento económico.</p>
<p>Como estamos em matéria de resultados da ELPRE? Com base no 4.º relatório de acompanhamento, é possível observar os seguintes valores para 2021 face a 2018:</p>
<p>• Redução do consumo de energia primária no parque de edifícios residencial de -0,01 %, e no caso do parque de edifícios não-residencial -15,7%, para um total cumulativo de -7,6 %;<br />• Aumento da produção de energia renovável local de +9,7 %;<br />• Aumento da produção de energia renovável total de +8,5 %;<br />• Redução nas emissões de CO2eq de -45,5 %;<br />• Aumento na percentagem de edifícios renovados, para 2020, de +6,2 % e na de edifícios não-residenciais, para 2021, de +2,9 %.</p>
<p>Se bem que os dados de monitorização da ELPRE continuem a ser robustecidos e complementados a todo do tempo, a análise dos resultados sugere que “aparentemente o setor dos edifícios está a ‘descarbonizar’ pelas alterações a montante na <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/0407-energia-em-numeros-relatorio-da-adene-e-dgeg-ja-disponivel/">produção de energia</a>, sendo que, no entanto, é necessário reforçar o investimento na reabilitação energética do parque de edifícios existente. Cumpre ainda referir que a pobreza energética poderá não estar a ser mitigada na medida do necessário, uma vez que o caminho para um parque de edifícios descarbonizado não significa necessariamente um parque de edifícios com condições de conforto aceitáveis.”</p>
<p>Apesar de a ELPRE ter como horizonte 2050, estes dados iniciais dão um panorama do estado relativamente à renovação dos edifícios (ou, pelo menos, daquilo que é possível monitorizar até ao momento). É de prever que, com os instrumentos financeiros que se avizinham e com o lançamento da <em>Estratégia Nacional de Longo Prazo para o Combate à Pobreza Energética</em>, seja possível chegar ainda mais longe, indo assim além da descarbonização e multiplicando os efeitos da renovação do parque edificado.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>As opiniões expressas são da responsabilidade dos autores e não reflectem necessariamente as ideias da revista Edifícios e Energia.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>ESTE ARTIGO CONTA COM O APOIO DA <a href="https://www.adene.pt/">ADENE</a></em></strong></p>
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