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	<title>Arquivo de projetos de renovação - Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 13 Dec 2024 10:31:06 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de projetos de renovação - Edificios e Energia</title>
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		<title>Como enfrentar os desafios da nova EPBD no setor AVAC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Edifícios e Energia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2024 06:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[AVAC]]></category>
		<category><![CDATA[contimetra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>75% dos edifícios na Europa têm uma fraca performance energética* (fonte: website comissão europeia) comprometendo o consumo energético e contribuindo para uma pegada carbónica mais elevada. ...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/empresas/como-enfrentar-os-desafios-da-nova-epbd-no-setor-avac/">Como enfrentar os desafios da nova EPBD no setor AVAC</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em>Artigo Técnico da responsabilidade do Grupo Contimetra/Sistimetra com base no Guia RetroFIT + da Belimo </em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>75% dos edifícios na Europa têm uma fraca performance energética* (fonte: website comissão europeia) comprometendo o consumo energético e contribuindo para uma pegada carbónica mais elevada.<br />
Os edifícios são o principal consumidor de energia elétrica, 80% desse consumo é utilizado para tornar o ambiente confortável através do aquecimento ou arrefecimento do ar ou aquecimento de água (QAS). Por isso, a otimização do consumo tem um papel crucial no alcance das metas de descarbonização propostas pela União Europeia, em vigor desde maio de 2024 e, que devem ser atingidas até 2050.<br />
No entanto, já em 2030 será necessário reduzir a emissão de gases de efeito de estufa em cerca de 60%. Para além disso, a maior parte dos edifícios são anteriores ao ano 2000 o que aumenta as necessidades de aplicação da Diretiva em ambientes de renovação.</p>
<p><strong>O Mito do investimento elevado </strong></p>
<p>Temos plena consciência que um dos grandes desafios aos projetos de renovação é também ele um mito e está relacionado com os elevados custos de implementação de ações em edifícios existentes que visem melhorar a performance energética dos equipamentos sobretudo, no que diz respeito à produção e distribuição do ar e da água. É certamente um investimento inicial maior partir para soluções de reforma totais com a vantagem de obter poupanças energéticas maiores de forma mais antecipada. Mas sabia que também pode fazê-lo de forma evolutiva?<br />
Centremos este artigo nas pequenas mudanças que podem gerar até 20% de poupança. Sabia que, num cenário de aquecimento (inverno) +1ºC do que o necessário pode consumir até mais 7%? Sabia também que, num cenário de arrefecimento (verão), numa sala em que a temperatura está -1ºC abaixo do necessário, pode levar a que o ar condicionado consuma mais 8% a 12%?</p>
<p>Sabendo que só é possível controlar aquilo que conseguimos medir, uma primeira fase de otimização do consumo passa pela implementação de três tipos de medidas.</p>
<ol>
<li>Colocação de sensores/transmissores de temperatura, humidade e CO2. Com possibilidade de ajuste dos set-points operativos. Com estes dados será possível otimizar o rendimento dos sistemas, melhorar a qualidade do ar interior e acima de tudo reduzir o consumo.</li>
<li>Também à medida que os equipamentos de campo envelhecem e carecem de substituição, os custos de funcionamento e manutenção aumentam. Substitui-los por dispositivos de campo (válvulas, sensores e atuadores) mais avançados ajudará a melhorar o funcionamento e a diminuir os tempos de inatividade.</li>
</ol>
<p>Finalmente, gerir eficazmente o Delta T (entre a ida e o retorno da água numa rede hidráulica) irá contribuir bastante para melhorar o rendimento global do edifício, ou seja, por um lado, melhora a eficiência energética, melhora o conforto e melhora a qualidade do ar, por outro, reduz os custos de funcionamento.</p>
<p><strong>O síndrome do Delta T</strong></p>
<p>A Belimo tem contribuído imenso neste último ponto e tem investido grande parte do seu tempo em ID no desenvolvimento de equipamentos que, integram um algoritmo de gestão do Delta T tornando possível a redução dos custos de produção/bombeamento e também de funcionamento/distribuição dos sistemas de arrefecimento e aquecimento. Este é sem dúvida um contributo muito importante no caminho da descarbonização e eficiência energética, é por isso que, a nova geração de válvulas de controlo, Belimo Energy Valve TM, é uma solução tão importante não só para a renovação dos edifícios como também, para o planeamento dos sistemas em edifícios novos.<br />
Na Contimetra há muito que apostamos em estabelecer parcerias para apresentar soluções e equipamentos de campo que contribuam para a descarbonização dos edifícios em Portugal. Através do programa Retrofit + da Belimo é possível avaliar a performance atual e o nível de implementação necessário para cumprir a Diretiva EPBD.</p>
<p><strong>Aplicação prática em Unidades de Tratamento de Ar (UTA’s) e Ventiloconvectores (VC’s)<br />
</strong>Um dos principais desafios dos profissionais do setor é a aplicação prática dos diversos equipamentos de campo à nossa disposição num determinado sistema instalado ou a instalar e que podem eles mesmos ser adaptados ao investimento que se pretenda fazer.</p>
<p><strong>Exemplo 1 &#8211; Unidades de Tratamento de Ar (UTA’s)<br />
</strong><strong>Situação atual: Caudais de ar e de água (quente e fria) constante.<br />
</strong>A otimização do caudal de água é uma excelente forma de reduzir o consumo de energia em AVAC. Imagine a seguinte Unidade de Tratamento de Ar com uma bateria de água fria e uma bateria de água quente com caudal de ar constante.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-28661 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_1.png" alt="" width="567" height="272" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_1.png 567w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_1-300x144.png 300w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" /></p>
<p><strong>Desafio:<br />
</strong>Neste caso, a rede hidráulica primária tem caudal constante com balanceamento estático. A variação do caudal de água nas duas baterias é controlada por duas válvulas de 3 vias montadas como se mostra na figura. Os ventiladores e filtros são monitorizados por pressostatos diferenciais. Estamos assim perante uma situação onde não é possível variar a velocidade das bombas da rede primária, nem dos ventiladores.</p>
<p><strong>Solução: </strong>Evolução para caudais de ar e água variáveis.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-28662 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_2.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_2.png 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_2-300x157.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_2-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p><strong>1. Caudal de ar variável<br />
</strong><strong>1.1 </strong>Colocar variadores de velocidade de ar nos ventiladores de insuflação e de retorno/extração;<br />
<strong>1.2</strong> Colocar sensores de QAI (Temperatura + Humidade + CO2) no ambiente para permitir variar os caudais de ar de acordo com as necessidades em cada momento;<br />
<strong>1.3</strong> Monitorizar em contínuo as pressões diferenciais nos ventiladores e filtros trocando pressostatos diferenciais por transmissores de pressão diferencial simples ou duplos.</p>
<p><strong>Conclusão:</strong> esta evolução técnica permite variar os caudais de ar nos espaços servidos pela UTA de acordo com o índice de conforto necessários e não mais do que isso.</p>
<p><strong>2. Caudais de água variáveis </strong><br />
<strong>2.1</strong> Trocar as bombas secundárias dos circuitos de água quente e fria de caudal constante pela nova geração de bombas com variadores de frequência incorporados.<br />
<strong>2.2</strong> Trocar as válvulas de controle de 3 vias por válvulas da nova geração Energy Valve TM (EV)</p>
<p><strong>Conclusão:</strong> as Energy Valve TM da Belimo são controladas pelo sensor de temperatura principal (ambiente, insuflação ou de retorno) que, por sua vez, controlam os caudais de água quente e fria. Desta forma conseguimos equilibrar os circuitos de distribuição na Unidade de Tratamento de Ar e gerir o Delta T na água (quente e fria) otimizando as transferências na energia através das baterias e, por consequência, melhorar a eficiência dos equipamentos – Chillers, Bombas de Valor, Bombas, etc. &#8211; e otimizar o consumo energético global.</p>
<p><strong>Características e Benefícios Operacionais e de Manutenção</strong><br />
Em termos operacionais, as Energy Valve TM  atuam com base na necessidade real do momento, permitindo a medição, controlo e consumo de energia para cada circuito específico. Além disso, o caudal de ar fornecido pode ser ajustado com base na qualidade do ar ambiente ou do ar extraído. Em termos de manutenção é possível criar alertas ou notificações sempre que as válvulas estiverem fora de serviço, se a potência ou o caudal necessário não for alcançado – por exemplo, devido a sujidade acumulada nas baterias. A gestão dos setpoints de ajuste têm evidentemente um papel importante.<br />
Um fator importante é o fato de se poder controlar e gerir o Delta T permitindo reduzir em até 50% os caudais de água quente e fria. A evolução do conceito de caudal constante, tanto no ar como na água, para o conceito de caudais variáveis permite uma atualização de cada edifício de modo a progredir para atingir a classificação “A” no contexto da nova diretiva ISO EN 52120-1 que regulamentará as novas exigências da EPBD.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-28663 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_3.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_3.png 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_3-300x157.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_3-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Exemplo 2:<br />
</strong><strong>Ventiloconvectores</strong></p>
<p>Otimização de Ventiloconvectores com ventiladores de 3 velocidades de baixa eficiência<br />
Imagine a seguinte situação, ventiloconvectores com ventiladores com 3 velocidades de ventilação, motores cc e válvulas de 3 vias dependentes da pressão diferencial.<br />
Neste caso, a rede hidráulica tem um caudal constante nos circuitos terminais &#8211; válvulas de controlo de 3 vias e válvula de equilíbrio estático. A variação de caudal nas baterias é controlada por um ou duas válvulas de 3 vias instaladas como se mostra na figura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28664 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_4.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_4.png 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_4-300x157.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_4-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Desafio:</strong><br />
Esta solução, muito em voga há uns anos atrás (mais de 20) e presente em muitos edifícios atuais, é altamente ineficiente tanto ao nível dos ventiladores como também, quanto ao (des)equilíbrio hidráulico obrigando os produtores – Chillers, Bombas de Calor e Caldeiras – bem como as bombas respetivas a funcionarem no máximo da sua capacidade.</p>
<p><strong>Solução: </strong>Substituição dos ventiladores por modelos com motor EC (caudal de ar variável) e válvulas de controlo de 2 vias independentes da pressão diferencial e estanques (0% fugas).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28665 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_5.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_5.png 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_5-300x157.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_5-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os ventiladores existentes são substituídos por ventiladores Eurovent classe A (motores EC) de alta eficiência. São instaladas válvulas de controlo de 2 vias independentes de pressão diferencial e totalmente estanques. As válvulas são controladas por atuadores eletromecânicos de baixa potência (fig. 5).<br />
Em termos operacionais, a modulação da potência térmica das unidades terminais é assegurada pela variação do caudal de água e pela variação da velocidade dos ventiladores.</p>
<p><strong>Características e Benefícios Operacionais e de Manutenção<br />
</strong>Em termos operacionais, a modulação da velocidade do ventilador proporciona uma economia significativa de energia e conforto acústico. As válvulas de controlo de duas vias independentes de pressão diferencial permitem modular a velocidade das bombas enquanto equilibram automaticamente todo o sistema hidráulico. A estanqueidade das válvulas garante uma otimização energética avultada ao longo da vida útil da instalação.<br />
Em termos de manutenção é possível substituir uma válvula defeituosa ou aumentar o número de ventiloconvectores sem ter de reequilibrar a instalação. A maior vida útil dos motores eletromecânicos que equipam as novas válvulas de controlo de duas vias reduz significativamente os custos de manutenção.</p>
<p><strong>Conclusão:</strong> A atualização dos ventiladores dos Ventiloconvectores – motores com 3 velocidades para motores EC de velocidade variável &#8211; a par da troca de válvulas de controlo de 3 vias com equilíbrio estático (caudal constante) para válvulas de controlo de 2 vias independentes de pressão diferencial e totalmente estanques permitem reduzir entre 50% a 70% a energia elétrica consumida em todos os órgãos da instalação – Chillers, Bombas de calor, Bombas primárias e secundárias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28666 aligncenter" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_6.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_6.png 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_6-300x157.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2024/12/EPBD-img_6-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><span class="break-words tvm-parent-container"><span dir="ltr">O texto acima é da inteira responsabilidade das empresas/entidades em causa.<br />
</span></span></strong></em><em><strong><span class="break-words tvm-parent-container"><span dir="ltr">Fonte: Press Release</span></span></strong></em></p>
<div>
<p style="text-align: center;"><em><strong> </strong></em></p>
</div>
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