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	<title>Andreia Lago, autor em Edificios e Energia</title>
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	<description>A Revista especializada de referência nos sectores de AVAC, eficiência energética, materiais de construção e edifícios.</description>
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	<title>Andreia Lago, autor em Edificios e Energia</title>
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		<title>Um complexo de investigação altamente eficiente</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/complexo-eficiente-2408/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Lago]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2020 09:31:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Complexo Interdisciplinar de Ciência e Engenharia (ISEC) da Northeastern University, em Boston, nos Estados Unidos, foi um dos vencedores COTE Top Ten Awards de 2019. O prémio, atribuído pela...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Complexo Interdisciplinar de Ciência e Engenharia (ISEC) da Northeastern University, em Boston, nos Estados Unidos, foi um dos vencedores <em>COTE Top Ten Awards</em> de 2019. O prémio, atribuído pela comissão do meio ambiente do Instituto Americano de Arquitectos (AIA), reconhece este projecto pela sua excelência em design e desempenho ambiental. </strong></p>
<p>Todos os anos, desde 1997, o AIA atribui prémios a dez projectos, num programa já considerado como o mais conhecido do sector no que toca à excelência em design sustentável. Em 2019, um dos projectos distinguidos foi o ISEC, que faz parte do objectivo de longo prazo da Northeastern University de ligar o seu <em>campus</em> de Huntington Avenue a um novo bairro académico ao longo da Columbus Avenue.</p>
<p>Na última década, a Universidade de Northeastern tem fortalecido o campo da investigação, mas, para conseguir atrair investigadores internacionais, sentiu necessidade de investir em novas instalações. Assim, foi projectado este complexo, um espaço de última geração, com uma área bruta de cerca de 22 000 m2 e que alberga quatro disciplinas de investigação: engenharia, ciências da saúde, ciências puras e informática.</p>
<p>Fluxo e movimento definem a linguagem da forma deste Complexo que expande o <em>campus</em> da Northeastern University de Boston até ao Sul de um grande corredor ferroviário e reintegra dois bairros ecléticos que se situam próximos do <em>campus</em>: Fenway e Roxbury. Os sistemas de movimento dinâmico difundem-se pelo projecto e o formato do edifício está intrinsecamente associado a uma arquitectura de alto desempenho através da modelagem paramétrica e eficiência energética de modo a obter um design integrado.</p>
<p>O princípio orientador do edifício de seis andares é proporcionar ligações e colaborações que quebram divisões disciplinares. Está organizado como uma comunidade de professores vizinhos em redor do átrio, repleta de recantos e salas para conversas e estudos informais. Uma mistura de laboratórios húmidos, laboratórios secos e espaço computacional em cada andar oferece suporte a equipas de investigação interdisciplinares. Assim, os laboratórios de investigação e ensino, juntamente com instalações de apoio, salas de aula e espaços informais de aprendizagem, estão todos organizados em torno do grande átrio ligando física e visualmente as ciências. A organização em camadas do laboratório de investigação não cria apenas uma cultura interior vibrante dentro do edifício, mas também minimiza a utilização de energia, além de delimitar as áreas por zonas, para uma adaptabilidade futura. Um átrio cheio de luz do dia forma um novo espaço público à escala do campus, rodeado por espaços intimistas de colaboração. Além disso, actua simultaneamente como uma câmara de mistura para um sistema de ar em cascata para reciclar o ar em todo o edifício.</p>
<figure id="attachment_10734" aria-describedby="caption-attachment-10734" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-10734 size-full" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/08/2408complexo-02-Warren-Jagger-Photography.png" alt="" width="310" height="340" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/08/2408complexo-02-Warren-Jagger-Photography.png 310w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/08/2408complexo-02-Warren-Jagger-Photography-274x300.png 274w" sizes="(max-width: 310px) 100vw, 310px" /><figcaption id="caption-attachment-10734" class="wp-caption-text">©WarrenJagger</figcaption></figure>
<p>A equipa do Payette, o atelier de planeamento e arquitectura de Boston responsável pelo projecto, refere que utilizou ferramentas de modelagem de energia para analisar o ganho de calor solar e moldar o edifício de forma a obter o melhor desempenho. As simulações interactivas, empregando modelagem paramétrica e software de composição personalizado, desenvolveram o sistema de sombreamento externo como parte integrante da forma geral do edifício. A precisão desse processo permitiu que o equipamento mecânico fosse dimensionado de forma a lidar com as cargas de aquecimento e arrefecimento bastante reduzidas. As metas agressivas e uma abordagem integrada de sustentabilidade foram incorporadas desde o planeamento, e ao longo de todo o processo, impactando tudo, desde a organização programática do edifício até à sua concepção.</p>
<p>De aparência fluida, o edifício é rigorosamente ajustado e os elementos de sombra que lhe conferem um carácter marcante são essenciais para o seu desempenho. O edifício potencia elementos passivos para reduzir a necessidade de energia e utiliza sistemas de recuperação de energia de alta tecnologia para reduzir ainda mais a sua utilização.</p>
<p>Sendo um edifício de investigação, o ISEC representa uma das mais altas tipologias de utilização energética, proporcionando uma oportunidade para realizar algumas das maiores economias de energia num único projecto. Ao planear o edifício, houve um esforço consciente para separar os programas de baixa utilização de energia dos espaços de investigação de alta utilização de energia.</p>
<p>As paredes envidraçadas permitem vistas desobstruídas, através dos espaços de investigação, ao mesmo tempo que diminuem o volume de espaço de investigação ventilado, reduzindo assim, drasticamente, a utilização de energia do complexo. O edifício é também climatizado por vigas arrefecidas activas, dissociando a ventilação do aquecimento e do arrefecimento, algo considerado fundamental para reduzir a utilização de energia nos espaços de investigação. Alavancando essa abordagem de alta/baixa utilização de energia, um sistema de ar em cascata reduz significativamente o ar novo necessário para os espaços de investigação. O ar é fornecido aos gabinetes que se encontram no perímetro, e estende-se passivamente para o átrio, que actua como uma câmara de mistura antes de passar para os laboratórios. Uma parede solar ao longo do lado Sul da cobertura pré-aquece o ar no inverno, enquanto um sistema de recuperação de calor de alta eficiência captura o calor saturado dos espaços de investigação. Os <em>chillers heat recovery</em> e as caldeiras de condensação abastecem os painéis radiantes, resultando numa redução de mais de 70 % na utilização de energia.</p>
<figure id="attachment_10730" aria-describedby="caption-attachment-10730" style="width: 415px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-10730 size-full" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/08/2408-cascade-air-system.png" alt="" width="415" height="350" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/08/2408-cascade-air-system.png 415w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/08/2408-cascade-air-system-300x253.png 300w" sizes="(max-width: 415px) 100vw, 415px" /><figcaption id="caption-attachment-10730" class="wp-caption-text">Fig.01: Sistema de cascata de ar.</figcaption></figure>
<p>A água seu aproveitamento e utilização também estiveram presentes na concepção deste projecto, tendo o edifício alcançado uma redução de 57 % na utilização de água, em relação ao padrão para este tipo de edifícios, com a utilização de canalizações de baixo fluxo e instalações e torres de arrefecimento de alta eficiência. Quanto às instalações de descarga, são abastecidas principalmente por um grande tanque que recolhe 99% da água da chuva que cai no telhado, representando aproximadamente 62 % das necessidades de descarga do edifício.</p>
<p>De modo a garantir o conforto dos ocupantes do edifício, o processo de design utilizou minuciosas ferramentas de projecto e simulação. A modelagem de CFD (<em>Computational Fluid Dynamics</em>) garantiu que os envidraçados triplos proporcionassem um ambiente interior confortável nos dias mais frios, sem necessidade de aquecimento suplementar. Garantiu também que as vigas arrefecidas não criariam áreas de desconforto nos espaços de investigação.</p>
<p>A análise da luz do dia verificou o desempenho das clarabóias do átrio, ajustando a sua orientação, de modo a minimizar o encadeamento, ao mesmo tempo que maximizou o seu potencial, de modo a alcançar mais de 80 % de autonomia da luz do dia no átrio. Este processo de design, orientado para o desempenho, juntamente com sistemas automatizados, como controlos da luz do dia e persianas, garantiu a este espaço o conforto e o controlo por parte dos seus utilizadores e ocupantes, num edifício adaptado ao seu meio ambiente.</p>
<p>Os espaços de trabalho informais do edifício são definidos pelas suas ligações com as pontes exteriores e parecidas com átrios, que orientam os estudantes e os investigadores dentro do edifício e do <em>campus</em>. Há também uma escada central de modo a que seja incentivada a sua utilização entre os andares. O átrio separa o típico edifício insular de investigação, revelando um ambiente interior vibrante, onde cada espaço tem vista tanto para o exterior como para a investigação. A transparência foi, aliás, um valor central do projeto, não apenas a nível arquitectónico mas também cultural, ao expor e celebrar desta forma a investigação.</p>
<p>A envolvente desenhada sob medida foi projectada para ir ao encontro dos requisitos de desempenho do projecto, garantindo que os elementos de alumínio reciclado fossem dimensionados de modo a usar a menor quantidade possível. A sua pré-fabricação além de ter garantido o controlo de qualidade, assegurou que qualquer resíduo fosse reciclado adequadamente.</p>
<p>A construção unitária prefabricada permitiu um trabalho eficiente no local e o mínimo desperdício numa envolvente que pudesse ser totalmente desconstruída e reciclada. Com base em simulações de fluxo de calor, o betão moldado no local, na base do edifício, foi projectado com isolamento integral e moldes de fibra de vidro, usando ferramentas de modelagem térmica para criar uma envolvente de alto desempenho com o mínimo de materiais utilitários.</p>
<p>Os tectos claros e abertos em madeira com certificação FSC (<em>Forest Stewardship Council</em>), em espaços públicos, criam um acabamento quente, ao mesmo tempo que mostram os sistemas acima do tecto. As nuvens acústicas, nos espaços de investigação, proporcionam uma superfície para reflectir a luz e controlar o som somente quando seja necessário.</p>
<figure id="attachment_10732" aria-describedby="caption-attachment-10732" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-10732 size-full" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/08/2408complexo-03-Warren-Jagger-Photography.png" alt="" width="650" height="340" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/08/2408complexo-03-Warren-Jagger-Photography.png 650w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/08/2408complexo-03-Warren-Jagger-Photography-300x157.png 300w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/08/2408complexo-03-Warren-Jagger-Photography-610x319.png 610w" sizes="(max-width: 650px) 100vw, 650px" /><figcaption id="caption-attachment-10732" class="wp-caption-text">©WarrenJagger</figcaption></figure>
<p>Concebido como estrutura flexível, o ISEC foi projectado para mudar e adaptar-se. A estratégia de planeamento da organização por zonas de intensidade energética proporciona uma base para futura adaptabilidade, garantindo que o edifício funciona com as estratégias integradas de economia de energia, conforme planeado. Os programas de alta utilização de energia podem ser colocados livremente na zona principal de investigação. Essa zona pode acomodar várias modalidades de investigação, desde pesquisas intensivas em produtos químicos a laboratórios pesados de instrumentação. As bancadas dos laboratórios móveis flexíveis são projectadas com ligações rápidas, montadas no tecto, de modo a que o espaço de investigação possa adaptar-se rapidamente às mudanças, tanto do tipo de investigação como de equipamento.</p>
<p>Após o edifício entrar em funcionamento, foi realizada uma avaliação pós-ocupação, em várias etapas: observações no local, entrevistas pessoais com os utilizadores do edifício e inquéritos personalizados tanto a professores como a funcionários. O foco desta avaliação foi adaptado às metas e atributos específicos do projecto, incluindo uma concepção que apoiasse os objectivos da instituição para o projecto, ocupantes que utilizassem o espaço, um design que apoiasse a experiência de aprendizagem e de investigação, ocupantes que maximizassem os benefícios dos sistemas do edifício e que contribuíssem para o envolvimento social no <em>campus</em>.</p>
<p>Como resultados, foi aferido que mais de 70 % dos entrevistados estão satisfeitos com o edifício. A maioria dos comentários refere que o prédio, especialmente o átrio cheio de luz, é impressionante e costuma ser usado para mostrar investigações aos visitantes. Os professores entrevistados gostaram muito de ter laboratórios e gabinetes próximos um do outro. A grande maioria dos comentários da avaliação elogiou a luz natural e a abertura em todo o edifício. Todos estão satisfeitos com os espaços de laboratório projectados para seus respectivos grupos.</p>
<h4>O que diferencia este edifício?</h4>
<p>[author] [author_image timthumb=&#8217;on&#8217;]https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/03/epr_foto-150&#215;150.jpg[/author_image] [author_info]Ernesto Peixeiro Ramos engenheiro mecânico e consultor                [/author_info] [/author]</p>
<p>No geral, o ISEC utiliza menos de 75 % da energia relativamente a um edifício de laboratórios de investigação típico graças a uma combinação de sistemas altamente eficientes:<br />O sistema de cascata de ar recupera o ar dos gabinetes e do átrio, transferindo-o para os laboratórios reduzindo a utilização de energia e também os custos, contrastando com os sistemas de AVAC dedicados vulgarmente utilizados.</p>
<p>Foram feitas análises de desempenho e ciclo de vida para optimizar a concepção da fachada, assegurando o conforto dos ocupantes e a eficiência energética. A parte Norte do complexo alberga os laboratórios de utilização intensiva de energia, sendo, por isso, o foco das melhorias térmicas; no lado Sul, onde os espaços de baixa utilização de energia se situam, vãos envidraçados triplos e um sistema de sombreamento combinam-se para maximizar a luz do dia enquanto minimizam a utilização de energia. O custo dos envidraçados triplos compensou em relação ao aquecimento perimetral. O sistema de sombreamento é constituído por alhetas de bronze curvas que se movem ao longo do bloco de gabinetes, ondulando-se no plano e divididas em elevação para criar uma forma livre.</p>
<p>A utilização de tecnologia das vigas arrefecidas activas para a insuflação do ar novo reduzem significativamente a utilização de energia comparativamente aos sistemas convencionais.<br />A recuperação de energia do ar de exaustão dos laboratórios é utilizada para o ar novo dos gabinetes ou laboratórios conforme as necessidades, optimizando o rendimento do sistema.</p>
<p>As baterias foram seleccionadas para minimizar a potência do motor e extrair tanta energia quanto seja utilizável antes que o ar de exaustão seja descarregado.</p>
<p>Para optimizar a eficiência do chiller e do sistema de aquecimento, foi instalado um chiller com recuperação de calor, que simultaneamente fornece água aquecida e água arrefecida. Isso reduz o tempo de funcionamento das caldeiras para o reaquecimento laboratorial nas estações de verão, primavera e outono, e para o pré-aquecimento dos sistemas de prodição de água quente sanitária para os laboratórios.</p>
<p>As necessidades de aquecimento do ar novo para o átrio são reduzidas pela utilização da parede solar que pré-aquece o ar utilizando a energia radiante do sol.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Clima pós-Covid-19: Prioridade ou segundo plano?</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/clima-por-covid-0608/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Lago]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2020 07:42:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=10551</guid>

					<description><![CDATA[<p>Numa época de incertezas, em que não se sabe quando a pandemia poderá acabar, nem quanto tempo mais vão existir restrições por esse mundo fora, o clima tem sentido sinais positivos...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Numa época de incertezas, em que não se sabe quando a pandemia poderá acabar, nem quanto tempo mais vão existir restrições por esse mundo fora, o clima tem sentido sinais positivos face ao abrandamento da actividade económica. Mas surgem dúvidas do que poderá acontecer ao ambiente quando tudo retomar o ritmo pré-pandemia. Continuarão os esforços para salvar o planeta a ser uma prioridade ou serão relegados para segundo plano, face a uma recuperação económica urgente?</strong></p>
<p>As emissões de CO2 caíram acentuadamente à medida que o mundo parava devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus. Mas as vozes de vários especialistas logo vieram dizer que estas podem não ser boas notícias para o ambiente, caso os governos não comecem a mudar para uma energia mais limpa. Este é um cenário que poderá ser difícil quando se prevê que a economia mundial sofra um grande abrandamento e se tente, a todo o custo, recuperar o dinheiro perdido em meses de inactividade em tantos sectores da economia.</p>
<p>O <em>Carbon Brief</em>, um site do Reino Unido especialista em ambiente, política climática e política energética refere, num artigo, que esta crise pode desencadear a maior queda anual de emissões de CO2 em 2020. Trata-se de uma queda maior do que em qualquer crise económica ou em períodos de guerra, todavia, ainda assim, não seria suficiente para se chegar sequer perto de alcançar o limite de redução da temperatura global de 1,5 °C. Como tal, refere o <em>Carbon Brief,</em> as concentrações de CO2, assim como o aquecimento global com elas relacionado, só estabilizarão quando as emissões anuais atingirem o nível zero, o que é, precisamente, o objectivo que a União Europeia (UE) quer alcançar até 2050: uma economia com zero emissões líquidas de gases com efeito de estufa. A meta é um dos elementos centrais do Pacto Ecológico Europeu e está em consonância com o compromisso assumido pela UE no plano da acção climática a nível mundial, no quadro do Acordo de Paris.</p>
<p>Em Março deste ano, a Comissão Europeia (CE) apresentou uma proposta nesse sentido, que visa tornar lei este compromisso da UE em se tornar neutra em termos de clima. A Lei Europeia do Clima define o objectivo até 2050, assim como a orientação para todas as políticas da UE. Mas como tornar esta realidade viável, quando começam a surgir vozes que consideram que, no fim da pandemia, o foco deve estar em relançar a economia e não um planeta mais verde? Aline Guerreiro, dirigente da Quercus, a organização não governamental ambientalista, explicou à <em>Edifícios e Energia</em> que a situação que se vive actualmente, com as oscilações do preço do petróleo e o abrandamento da sua produção, “inevitavelmente originará uma tendência para o colapso [e] será uma ameaça para a tão esperada mudança para a energia verde”. Porém, acrescenta: “estamos crentes de que os governos continuem os seus esforços para promover a economia de energia, tentando diminuir a utilização de combustíveis fósseis nos sectores de transporte, edifícios e indústria”.</p>
<p>Um artigo publicado em Março pelo site <em>EU Observer</em> cita precisamente o chefe de governo da República Checa, que vai contra esta linha de pensamento. Na altura, Andrej Babiš afirmava que a Europa devia agora esquecer o Pacto Ecológico Europeu e concentrar-se no combate ao novo coronavírus. No entanto, nesse mesmo artigo, um porta-voz da Comissão Europeia explicava que a recém-anunciada Lei Europeia do Clima tinha sido elaborada com o intuito de evitar que a acção climática fosse considerada paralela face a desafios considerados mais urgentes e imediatos.</p>
<p>Como apostar em opções mais verdes, que são muitas vezes mais dispendiosas na sua aquisição, quando está iminente uma crise económica sem precedentes? Arquitecta de formação, Aline Guerreiro lembra que a aposta em tecnologias verdes pode ser mais dispendiosa no acto da compra, mas que se tornam compensadoras ao longo da vida útil. E, falando especificamente no sector dos edifícios, a arquitecta recorda que estas tecnologias permitem proporcionar ao edifício uma poupança energética e ambiental. Ainda assim, considera que existe o risco de os governos poderem “sentir-se impelidos a decidir por facilitar investimentos que poderão aumentar a poluição, e descarrilar os investimentos em energia limpa que visam tornar o clima neutro em carbono até 2030/2050, para compensar a economia mais rapidamente”. Como tal, na opinião da especialista da Quercus, “o ambiente poderá ficar numa situação fragilizada, sim”. O sector dos edifícios não escapa, recorda, já que as datas limite definidas pela revisão da Directiva Europeia para o Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) estão a chegar e, já em 2021, “os edifícios terão de ter o uso de quantidades quase nulas de energia para climatização, assim como para o aquecimento de água”.</p>
<p><strong>Acção concertada para acção climática e combater o vírus</strong></p>
<p>Face às vozes dissonantes mas também à urgência de salvar o planeta, 13 ministros de países da UE, em que se inclui Portugal, assinaram uma declaração conjunta no site <em>Climate Home News</em>, em que analisam a actual situação que se vive na Europa e no mundo, mas também o que deve ser feito para preparar a recuperação económica. Deixam, no entanto, bem frisado que, na introdução dos planos de recuperação, a crise ecológica deve ser tida em conta. Os governantes consideram que a lição a retirar da crise da covid-19 é que as acções planeadas são fundamentais e que que as respostas precisam ser encontradas de maneira concertada, através de uma resposta europeia comum. Consideram, por isso, necessário “manter a ambição para mitigar os riscos e custos da inacção decorrentes das alterações climáticas e das perdas de biodiversidade” e instam a Comissão Europeia a utilizar o Pacto Ecológico Europeu como estrutura para este exercício que agora se avizinha, uma vez que consideram que constitui uma nova estratégia de crescimento para a UE, capaz de gerar os benefícios (duplos) de estimular economias e criar empregos, ao mesmo tempo que acelera a transição verde de maneira económica.</p>
<p>Alemanha, Áustria, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália, Letónia, Luxemburgo, Países Baixos, Portugal e Suécia são os países signatários desta missiva, que concordam na necessidade de enviar “um forte sinal político ao mundo e aos cidadãos de que a UE liderará pelo exemplo, mesmo em tempos difíceis como o presente, e abrirá o caminho para a neutralidade climática e o cumprimento do Acordo de Paris. Na mesma linha, as acções urgentes para proteger e conservar a biodiversidade devem ser uma parte essencial da nossa resposta à crise global de saúde e meio ambiente e um aspecto fundamental para garantir a sobrevivência e o bem-estar a longo prazo das nossas sociedades”.</p>
<p>Os 13 consideram, então, necessário “ampliar os investimentos, principalmente nas áreas da mobilidade sustentável, energia renovável, renovação de edifícios, pesquisa e inovação, recuperação da biodiversidade e economia circular”, lembrando que o Pacto Ecológico Europeu “fornece um itinerário para fazer as escolhas certas na resposta à crise económica, ao mesmo tempo que transforma a Europa numa economia sustentável e neutra em termos de clima”. Os signatários da missiva referem também que se devem evitar as “as tentações de soluções de curto prazo em resposta à actual crise, que corre o risco fechar a UE numa economia de combustíveis fósseis nas próximas décadas”. É por isso que consideram que devem continuar decididos a aumentar a meta da União Europeia para 2030 antes do final deste ano, cumprindo assim o cronograma do Acordo de Paris e inspirando outros actores globais a aumentar também as suas ambições climáticas.</p>
<p>Esta é uma linha de pensamento também seguida pela Quercus. Aline Guerreiro defende que “esta onda de diminuição da poluição, gerada pelo novo coronavírus, poderia/deveria ser uma inspiração para todos”. No entanto, “esta foi gerada à custa da diminuição da actividade humana, ou seja, à custa de menos produção, menos mobilidade, menos economia e a retoma não deve ser vista nem conseguida a todo o custo, mas ser implementada aproveitando os benefícios ambientais gerados por esta crise de saúde pública, continuando com as metas pensadas e fazendo esforços que as mesmas sejam atingidas”. Como tal, a “Quercus espera assim que, até ao verão de 2020, a Comissão Europeia apresente um plano, como já se previa na comunicação apresentada em Dezembro de 2019 para o Pacto Verde, para aumentar a meta de redução das emissões de gases com efeito estufa para 2030 para, pelo menos, 50 %, em comparação com os níveis de 1990, de forma responsável. O pacto prevê ainda que as políticas em desenvolvimento pudessem reduzir as emissões de gases com efeito estufa em 60 % até 2050”, esclarece.</p>
<p>Apesar de ser impossível prever o que pode vir a acontecer, de facto, após esta crise sem precedentes que se vive tanto na Europa, como no mundo, existem projectos legislativos, como a Lei Europeia do Clima, e vontade dos governantes dos países, como o demonstrado na missiva referida, que serão instrumentos de ajuda para que a retoma da economia não afecte o ambiente, nem que este seja negligenciado ou colocado de parte numa altura em que se esgotam os prazos para fazer algo pelo planeta para que os danos nele causados não sejam irreversíveis. E, apesar de ser um tema urgente, só mesmo o tempo dirá o que vai, de facto, acontecer.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Caixiave mantém olhos no futuro, em tempos de pandemia</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/entrevista/caixiave-joao-ferreiragomes0805/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Lago]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2020 10:24:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=9525</guid>

					<description><![CDATA[<p>Numa altura em que há uma diminuição da actividade no sector da construção, também as empresas de materiais sentem diferenças. A Edifícios e Energia falou com João Ferreira Gomes, director da CAIXIAVE – Indústria de Caixilharia, S.A.. O Grupo Caixiave, fabricante de...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Numa altura em que há uma diminuição da actividade no sector da construção, também as empresas de materiais sentem diferenças. A <em>Edifícios e Energia</em> falou com João Ferreira Gomes, director da CAIXIAVE – Indústria de Caixilharia, S.A.. O Grupo Caixiave, fabricante de janelas e portas eficientes de PVC, tem continuado a operar e mantém o seu plano de expansão para os próximos anos, apesar de considerar que as medidas que têm sido tomadas face ao sector da construção serem muito insuficientes.</strong></p>
<p><strong>Atendendo ao que estamos a viver neste momento, que desafios está esta época a trazer para a Caixiave?</strong></p>
<p>Tendo em consideração o momento que estamos a viver relativamente à pandemia da Covid-19, a Caixiave teve de implementar um plano de contingência na sua unidade de produção e em todas as actividades de montagem, acautelando a segurança e saúde de todos os colaboradores, ao mesmo tempo que tem assegurado a continuidade de todas as actividades da empresa.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-8776 size-medium alignright" src="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/01/1492-1-252x300.png" alt="" width="252" height="300" srcset="https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/01/1492-1-252x300.png 252w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/01/1492-1-610x727.png 610w, https://edificioseenergia.pt/wp-content/uploads/2020/01/1492-1.png 650w" sizes="(max-width: 252px) 100vw, 252px" /></p>
<p><strong>Que diferenças notam no mercado e quais os segmentos mais afectados?</strong></p>
<p>Presentemente, por enquanto, a actividade da reabilitação e construção têm continuado a um menor ritmo. No segmento de clientes particulares, tendo em consideração as medidas relativas ao confinamento em suas casas, tem havido uma redução considerável da actividade. No entanto, cremos que esta será uma situação transitória e que será retomada gradualmente ao longo do presente ano.</p>
<p><strong>Estando as pessoas mais tempo em casa, podem ter mais noção da importância do conforto, que passa muito por um bom isolamento. Acha que isso pode vir a alterar a percepção das pessoas e levá-las a investir mais neste género de equipamentos? De que forma pode vir a ser feita essa sensibilização? </strong></p>
<p>Sim, claramente. Num quadro em que muitos portugueses tiveram a necessidade de ficar confinados em suas casas, dia e noite, puderam aperceber-se melhor do desconforto das suas habitações e da deficiente qualidade de isolamento das suas janelas. Por este motivo, esta situação será uma oportunidade para uma maior sensibilização para a melhoria do isolamento térmico e acústico das habitações e o seu contributo para a redução da factura da energia.</p>
<p><strong>Como encaram as medidas que têm sido tomadas face ao sector da construção? No caso concreto do sector das janelas eficientes, que medidas podem fazer sentido?</strong></p>
<p>As medidas que têm sido tomadas face ao sector da construção ainda são muito insuficientes. É indispensável que o clima de confiança dos investidores imobiliários que, por todo o país, apostam na reabilitação de edifícios antigos e na construção de novos não seja muito afectado. Para isso, é fundamental que Portugal assuma a oportunidade de lançar novos programas e medidas que incentivem a melhoria do conforto e eficiência energética dos edifícios portugueses, aproveitando os objectivos do programa <em>Green Deal</em> da Comissão Europeia e dos fundos financeiros, que certamente estarão ao dispor de Portugal.</p>
<p><strong>Que expectativas têm para o futuro?</strong></p>
<p>A Caixiave tem uma perspectiva e expectativa positiva para o futuro. Por esse motivo, continuaremos como previsto, o nosso plano de expansão e investimento nos próximos anos, nas nossas unidades de produção em Ribeirão (Vila Nova de Famalicão). Novos investimentos que reforçarão, ainda mais, a nossa liderança do mercado ibérico na produção de janelas eficientes. Uma empresa que irá introduzir mais inovação tecnológica e maior capacidade na produção de novas soluções de janelas eficientes (PVC e Alumínio) para todos os mercados nos quais temos forte actividade (Portugal, Espanha e França).</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/caixiave-joao-ferreiragomes0805/">Caixiave mantém olhos no futuro, em tempos de pandemia</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<title>GELCLAD: revestimento ecológico para fachadas que reduz o consumo de energia</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/gelclad-2904revestimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Lago]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2020 08:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Chama-se GELCLAD e é um sistema de revestimento para fachadas de edifícios que reduz o consumo de energia e as emissões de CO2. Com o apoio dos fundos europeus, a ideia é já um protótipo...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Chama-se GELCLAD e é um sistema de revestimento para fachadas de edifícios que reduz o consumo de energia e as emissões de CO2. Com o apoio dos fundos europeus, a ideia é já um protótipo.</p>
<p>O objectivo foi desenvolver um sistema de revestimento de isolamento composto para fachadas de edifícios que fosse económico, durável, industrializado e fácil de instalar, baseado num único painel estruturado, com excelentes propriedades de isolamento. Foi, então, criado um sistema modular avançado de isolamento de fachadas, na forma de um produto 2 em 1, composto por um aerogel com uma grande capacidade de isolamento térmico e uma camada externa de revestimento, feita à base de plásticos oriundos de fontes renováveis ou recicláveis. A solução, com carácter ecológico, pode ser aplicada em edifícios novos ou em renovações, uma vez que pode ser colocado pelo exterior da fachada.</p>
<p>Este sistema faz parte do projecto <a href="https://www.gelclad.eu/">GELCLAD</a>, executado por um consórcio coordenado pelo Instituto Pedro Nunes (IPN) e composto por 12 parceiros de cinco países da União Europeia, Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha e Eslovénia, nos quais se incluem também o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e a Active Aerogels.</p>
<p>Inserindo no desafio europeu de tornar a Europa neutra em carbono até 2050, o GELCLAD concorreu aos fundos da União Europeia, no âmbito do Programa H2020, <em>Nanotechnologies, Advanced Materials, Biotechnology and Advanced Manufacturing and Processing</em>. Com um orçamento de 5,5 milhões de euros, 4,7 foram suportados pela União Europeia.</p>
<p>Jorge Corker, coordenador do projecto, e investigador do Laboratório de Ensaios e Desgaste &amp; Materiais do IPN, explica que este novo sistema contribui para “reduzir o consumo de energia e as emissões de CO2, permitindo ganhos até 40 % de eficiência de isolamento. Se a Europa aplicar medidas de eficiência energética em apenas 20 % dos seus edifícios mais antigos até 2030, estaremos a falar numa poupança de 750 Terawatt-hora /ano, o que equivale praticamente ao dobro da energia nuclear produzida em França”.</p>
<p>Assim, como refere o IPN, o Gelclad é um “produto inovador que supera as propriedades oferecidas pelos sistemas de isolamento de fachada tradicionais e que terá um impacto real na poupança energética. A disponibilização deste novo sistema de revestimento será especialmente importante para dar um novo fôlego ao sector da reabilitação urbana, obedecendo a critérios sustentáveis e ecológicos e que não desconsiderem a componente humana”.</p>
<p>O projecto terminou em Agosto de 2019 e, actualmente, já se encontram desenvolvidos os conceitos científicos e processos de fabricação, tendo também sido criado um protótipo em escala real aplicado numa fachada de um edifício no município de Gijón, em Espanha. Em declarações à <em>Edifícios e Energia</em>, o IPN explicou que, “actualmente, o produto encontra-se em fase final de desenvolvimento, sendo que o <em>scale-up</em> industrial e a subsequente comercialização estão equacionadas num futuro próximo pelas empresas parceiras do consórcio”.</p>
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		<title>Materiais de construção: empresas reforçam a importância de não parar</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/construcao-naoparar-2204/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Lago]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 10:02:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo com a declaração do Estado de Emergência, a construção não parou por ser considerada um sector indispensável. Mas nem tudo está na mesma e o abrandamento já se faz sentir em...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo com a declaração do Estado de Emergência, a construção não parou por ser considerada um sector indispensável. Mas nem tudo está na mesma e o abrandamento já se faz sentir em algumas empresas de materiais de construção. No entanto, as opiniões são unânimes: “não parar agora vai ajudar o sector no futuro”.</p>
<p>O Estado de Emergência foi decretado em Portugal no dia 18 de Março e deverá prolongar-se até ao mês de Maio. A construção tem continuado a sua actividade, assim como as empresas que servem este sector. No entanto, a incerteza quanto ao futuro é cada vez maior, uma vez que não é possível fazer previsões, face a um vírus que continua a matar e a ser combatido.</p>
<p>Numa <a href="https://www.apcmc.pt/destaques/mensagem-do-presidente-da-apcmc-carlos-rosa/">mensagem</a> publicada no site da Associação Materiais de Construção (APCMC), o seu presidente afirma que o facto de a construção, reabilitação e manutenção dos edifícios estarem incluídas na lista de actividades consideradas indispensáveis durante o Estado de Emergência, deixa o sector “livre de maiores males”. No entanto, Carlos Rosa alerta que, na “segunda vaga de dificuldades”, a económica, haverá “uma gradual diminuição de actividade e um também gradual aumento do risco de negócio”.</p>
<p>Por isso mesmo, e para evitar que as quebras sejam elevadas, o Grupo Preceram, que actua, sobretudo, na área do tijolo, também continua em funcionamento. Ávila e Sousa, director de marketing, explicou à <em>Edifícios e Energia</em> que “as empresas do Grupo (Preceram, Preceram Norte, Argex, Só Argilas, Gyptec, e Volcalis) continuam a exercer a sua actividade, mas com as restrições e condicionalismos que a situação actual exige, [tendo implementado] um conjunto de medidas para que, de uma forma segura, se continue a servir os clientes e consequentemente o sector da construção”. Ávila e Sousa refere que não parar “irá definitivamente ajudar a economia nacional a ter uma quebra menor. Se todos contribuirmos, sairemos desta anunciada crise da forma menos difícil”.</p>
<p>Uma linha de actuação que vai ao encontro da seguida também pela Reynaers Aluminium. A empresa de alumínios refere que se mantém em total funcionamento, e que, “agora mais do que nunca”, há que estar “lado a lado” com todos os parceiros “a bem da saúde pública e, também, da economia do país”. À <em>Edifícios e Energia</em>, Marta Ramos, <em>marketing &amp; expert center manager</em> da empresa, revelou que notaram, no imediato, uma ligeira redução da actividade, mas que “é expectável uma redução abrupta no curto prazo”, sendo, no entanto, uma incógnita a sua duração. E é essa “janela de tempo” que, para a Reynaers Aluminium, “vai estar directamente dependente da retoma da economia”.</p>
<p>Também por isso, e face a essa incerteza, o presidente da OLI, marca de soluções de banho, considera que “o clima que se vive, de uma forma global, é de apreensão e contenção”. Para António Oliveira, “é previsível que o mercado imobiliário sofra um ajuste em baixa, o que naturalmente se reflectirá em toda a cadeia de abastecimento”, da qual a OLI faz parte. “Neste último mês, registámos uma ligeira diminuição do volume de vendas, sobretudo, no mercado de retalho. Já as vendas para o sector da construção e imobiliário mantêm-se”. O responsável partilha, por isso, do mesmo sentimento de todas as empresas: “neste momento, é difícil fazer uma previsão da dimensão deste abrandamento e do momento da retoma económica”.</p>
<p>Apesar da incerteza, as empresas consideram que manter a actividade e o sector a funcionar vai contribuir para que, quando as dificuldades económicas aumentarem, seja mais fácil recuperar os danos causados por uma pandemia que ninguém sabe quanto tempo mais vai durar.</p>
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		<title>A ameaça da Covid-19 ao sector da construção em Portugal</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/construcao-covid19-1404/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Lago]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2020 09:16:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A construção é um sector que continua a operar, apesar do Estado de Emergência. No entanto, as medidas para proteger a actividade, assim como os seus trabalhadores, têm...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/construcao-covid19-1404/">A ameaça da Covid-19 ao sector da construção em Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A construção é um sector que continua a operar, apesar do Estado de Emergência. No entanto, as medidas para proteger a actividade, assim como os seus trabalhadores, têm sido sentidas como insuficientes por quem está no terreno. Tanto a construção, como a especialidade climatização, apresentaram ao Governo diversas propostas, com o objectivo de salvar pessoas e também a economia. </p>
<p>Em tempos de pandemia mundial todos os sectores viram as suas actividades paradas ou fortemente afectadas no seu funcionamento. O Estado de Emergência foi decretado em Portugal no dia 18 de Março e deverá prolongar-se até ao mês de Maio. O documento determina que o sector da construção pode continuar a laborar, ainda assim, as empreitadas podem ser suspensas, total ou parcialmente, por motivos de força maior (conforme o artigo 297º do Código dos Contratos Públicos e <a href="https://www.aiccopn.pt/5/comunicacao/cat/noticias-outras/item/item-1-52769">referido no site</a> da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas &#8211; AICCOPN ) ou verem os seu trabalhos atrasados em relação ao prazo estipulado inicialmente.</p>
<p>Face a um cenário incerto e a medidas que vão sendo decretadas à medida que as situações vão surgindo, Manuel Reis Campos, presidente da CPCI &#8211; Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário e da AICCOPN, lembrou, no jornal <em>Público</em>, no dia 1 de Abril, que “estão em causa, nesta fileira, 600 mil postos de trabalho e 17,4 % do PIB. E trata-se de uma actividade que é decisiva para a retoma da economia e para a captação do investimento. Deixar o sector cair no desastre absoluto não é uma alternativa viável para um país que precisa de, o mais rapidamente possível, preparar a retoma da economia e do emprego”, escreveu o responsável.</p>
<p>Nesse sentido, e por considerarem que o impacto que a pandemia está a ter nas empresas do sector da construção é muito grande, apesar de não existirem ainda números, as associações do sector da construção, a AICCOPN e a AECOPS (Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços), enviaram ao Governo uma proposta com um plano de ação com medidas urgentes e específicas. Com o título “Criar Resiliência na Indústria da Construção &#8211; Um projeto para a continuidade no âmbito da Covid-19”, <a href="https://www.aiccopn.pt/5/comunicacao/cat/noticias-outras/item/item-1-52859?fbclid=IwAR3gMgU_GjOr0gTpVUkQSxvCA_kaMc9hwQl2VR-2-UKXhIwqkFPL7c3WuvM">o documento</a> abrange um conjunto de acções que visam prevenir os trabalhadores do risco de contágio, permitindo a continuidade do exercício da actividade, em condições de segurança, evitando a suspensão dos trabalhos durante este período e ganhando sustentação para corresponder eficazmente às necessidades do país quando iniciar a retoma económica.</p>
<p>Ao mesmo tempo e enquanto aguardam a resposta do Governo, as associações elaboraram um <a href="https://drive.google.com/file/d/1EIlR7215b9Dn53efXCqUGNKuhPCH49h6/view">conjunto de recomendações</a> que as empresas podem adoptar para prevenir contágios e acompanhar da melhor forma as pessoas que trabalham em obra, permitindo assim que a actividade da construção possa continuar a operar e em segurança.</p>
<p>Mas o sector da construção não actua sozinho e existem especialidades bastante diversificadas que lhe estão associadas, como é o caso da climatização. Apesar de ainda não existirem números concretos sobre as quebras nestes sectores, é unânime o consenso face à ideia proferida desde que foi implementado o Estado de Emergência de que “o país não pode parar”. Nesse sentido, o trabalho das várias associações destes sectores passa por alertar o Governo e indicar propostas que consigam ajudar a encontrar formas de as empresas manterem as suas actividades, assim como os seus trabalhadores, tentando ao máximo minimizar o impacto que esta pandemia irá ter na economia, tanto portuguesa, como mundial.</p>
<p> </p>
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		<title>EuroPACE: projecto quer tornar transição energética acessível a todos em Portugal</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/europace-0604/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Lago]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2020 09:54:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Criar um modelo de financiamento que permita que todos os europeus, independentemente do nível dos seus rendimentos, possam reabilitar as suas casas, tornando-as...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/europace-0604/">EuroPACE: projecto quer tornar transição energética acessível a todos em Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Criar um modelo de financiamento que permita que todos os europeus, independentemente do nível dos seus rendimentos, possam reabilitar as suas casas, tornando-as energeticamente eficientes, é o objectivo do EuroPACE. Este projecto, financiado pelo Horizonte 2020, está agora à procura, em Portugal, de cidades que queiram testar o modelo.</p>
<p>A ideia é não deixar ninguém para trás e permitir que os benefícios associados à eficiência energética sejam acessíveis a todos. Para isso, o EuroPACE propõe um modelo de financiamento inovador, a 100 %, que pode ser pago em até 20 anos, com taxas de juro inalteráveis. Além disso, pode ser conjugado com outros programas de incentivo: locais, regionais e estatais. Acresce ainda o facto de ser um financiamento agregado à propriedade e não à pessoa que o solicita. Assim, pode ser transferido para o novo proprietário, caso ocorra a venda do imóvel. Por fim, o financiamento é reembolsado através de uma taxa agregada a uma propriedade.</p>
<p>Este projecto inovador começou em Março de 2018 e tem um plano para três anos. No primeiro ano, realizou-se uma análise de mercado para determinar a viabilidade e atractividade do seu financiamento em toda a Europa. Com base nesta análise legal e fiscal, foram selecionados oito países (Áustria, Bélgica, Holanda, Itália, Polónia, Portugal, Roménia e Espanha) para mais investigações.</p>
<p>Seguiu-se a implementação do EuroPACE em Espanha, mais concretamente na cidade de Olot, na Catalunha. Este piloto foi lançado no terceiro trimestre de 2019 e concentrou-se em propriedades residenciais. O objectivo foi testar o conceito de financiamento e desenvolver um plano jurídico e operacional, além de kits de ferramentas administrativas e de comunicação para uma maior expansão.</p>
<p>Este terceiro ano do projecto passa por alargá-lo a mais países da Europa, apoiando cidades ou regiões líderes dispostas a criar plataformas EuroPACE. Neste momento, a equipa do projecto elegeu quatro países prioritários e elegíveis para o seu desenvolvimento:  Bélgica, Espanha, Países Baixos e Portugal. Nesse sentido, têm sido desenvolvidas formas de o divulgar. Um dos parceiros do projecto, a Joule Assets Europe, referiu à <em>Edifícios e Energia</em> que, em Portugal, já tiveram contacto com duas entidades do país, estando neste momento ainda à procura de possíveis interessados na sua implementação. Assim, responsáveis por cidades ou regiões, universidades, departamentos de habitação ou de financiamentos, investidores ou outras entidades que queiram saber mais informações acerca do EuroPACE, podem pedir indicações através dos vários contactos disponíveis <a href="https://www.europace2020.eu/contact-us">na página do projecto</a>.</p>
<p><strong>Um modelo inovador para responder a novos desafios</strong></p>
<p>O conceito do EuroPACE é inspirado num modelo de financiamento de sucesso chamado PACE, lançado nos Estados Unidos da América, no estado da Califórnia, em 2008. Nos últimos quatro anos, o mercado PACE naquele país já ultrapassou os 4,7 mil milhões de dólares em projectos financiados, incluindo a modernização de mais de 200 mil casas. A iniciativa resultou em mais de 42 mil novos empregos locais e na criação de centenas de novas empresas. O EuroPACE adoptou as melhores práticas do mercado norte-americano e pretende aumentar ainda mais seu alcance e impacto geral, desta feita, na União Europeia (UE).</p>
<p>Num <em>webinar</em> sobre o EuroPACE, recentemente realizado pela <a href="https://www.eu.jouleassets.com/">Joule Assets</a> Europe, com o título “<a href="https://www.eu.jouleassets.com/europace-webinar">Combate à pobreza energética: financiamento acessível para renovações sustentáveis de casas</a>” (<em>Fighting Energy Poverty: Affordable financing for sustainable home renovation</em>) alertou-se para o facto de, actualmente, apenas as casas ou as empresas financeiramente robustas conseguem ser “verdes”. Este é um factor que incrementa a desigualdade social. A eficiência energética e as energias renováveis não são uma opção para todos, numa altura em que ter uma casa ou um local de trabalho eficiente e confortável do ponto de vista térmico é considerado um luxo.</p>
<p>Este projecto abre as portas à possibilidade de pessoas de classes médias ou baixas terem acesso a financiamento para renovar as suas casas, evitando, assim, que situações em que as famílias são obrigadas a escolher entre comer ou aquecer as suas casas continuem a acontecer. Segundo a organização do <em>webinar</em>, casos como estes têm sido registados no Reino Unido.</p>
<p>Defendendo que a reabilitação da casa ajuda a enfrentar a pobreza energética, a organização do <em>webinar</em> lembrou que, só na UE, mais de 150 milhões de pessoas vivem em pobreza energética (segundo dados de 2014), o que acontece quando mais de 10 % do rendimento anual de uma família é utilizado para aquecer a habitação. O flagelo deriva da conjugação de factores como ordenados baixos, habitações de baixa qualidade e facturas de energia elevadas, estando também fortemente relacionado com problemas de saúde devido a sistemas inadequados de aquecimento ou arrefecimento.</p>
<p>Durante a apresentação do projecto, Davide Cannarozzi, CEO e fundador da <a href="https://www.gnefinance.com/">GNE FINANCE</a>, uma das empresas parceiras, lembrou que os tempos que estamos a viver são uma “óptima altura” para pensar como podem ser implementadas soluções inovadoras nas casas. Para este responsável de uma empresa de financiamento que promove o acesso a empresas e famílias a tornar as suas casas mais confortáveis, as novas realidades implicam uma disrupção com as soluções que existem há mais de 30 anos. Como tal, defende que tanto as alterações climáticas, como a pandemia que actualmente se vive no mundo, têm de ser combatidas com novas soluções e o EuroPACE é uma delas. Mas, como referem os seus responsáveis, o seu impacto vai muito além da reabilitação das casas, uma vez que resulta não só numa poupança de energia mas também em benefícios sociais e económicos, que incluem a criação de empregos e a redução das alterações climáticas. Segundo a descrição do projecto, o EuroPACE pode assim “contribuir para a criação de comunidades resilientes, que desfrutam de crescimento económico e ambientes saudáveis”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/europace-0604/">EuroPACE: projecto quer tornar transição energética acessível a todos em Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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		<item>
		<title>“As empresas terão de olhar para a área dos Facilities não como um custo, mas como um investimento”</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/entrevista/apfm-3103entrevista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Lago]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2020 10:08:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://edificioseenergia.pt/?p=9230</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma pandemia e um estado de emergência, como os que estamos a viver, implicam alterações em todos os sectores. As empresas não são excepção e encontraram novas formas de funcionar, através do teletrabalho, quando possível, tendo sido registado...</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/entrevista/apfm-3103entrevista/">“As empresas terão de olhar para a área dos Facilities não como um custo, mas como um investimento”</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Uma pandemia e um estado de emergência, como os que estamos a viver, implicam alterações em todos os sectores. As empresas não são excepção e encontraram novas formas de funcionar, através do teletrabalho, quando possível, tendo sido registado um decréscimo considerável do número de pessoas que estão fisicamente no seu local de trabalho habitual. Nesse sentido, o <em>Facility Management</em> (FM), que assegura a gestão integrada dos locais e ambientes de trabalho, assim como de muitos edifícios, está a deparar-se com uma nova realidade à qual se está a adaptar. Miguel Alves Agostinho, director executivo da Associação Portuguesa de <em>Facility Management</em> (APFM), falou à <em>Edifícios e Energia</em> sobre os desafios que a pandemia coloca ao sector e que mudanças poderão acontecer no futuro.</strong></p>
<p><strong>Qual a percepção dos gestores de edifícios perante a pandemia e a situação de estado de emergência em que nos encontramos?</strong></p>
<p>Existem dois planos de análise: o plano humano, em que a situação actual está a ser avassaladora; e o plano técnico, em que temos de ser frios e analíticos. Neste plano técnico, o que se está a passar devia ser algo para o qual estaríamos preparados através de Planos de Contingência, que actuam de imediato e que apoiam as organizações na implementação dos seus Planos de Continuidade de Negócio. Infelizmente, nem todas as organizações têm esses mecanismos – ou, se os tiveram, deixam de ter após a crise ter passado. Além disso, um <em>Facility Manager</em> num país como Portugal, com um contexto político e social bastante calmo e com um clima com raros acontecimentos extremos, à excepção dos incêndios, não está muito habituado a ter de enfrentar situações de crise. Nesse sentido, acabamos por normalmente ser surpreendidos e ter de funcionar em modo de reacção e não de antecipação, o que tem custos associados a perdas que seriam evitáveis. E, por vezes, essas perdas não são só financeiras, são também humanas.</p>
<p><strong>As operações que tinham agendadas mantém-se, apesar de muitas empresas estarem em regime de teletrabalho, ou estão a sentir alterações? </strong></p>
<p>Ressalvando que a nossa visão [da APFM] é de dentro das organizações e não prestamos <em>Facility Services</em>, a reacção à crise tem sido gradual, o que é acertado. E, nesse escalar, tanto da pandemia como dos níveis dos planos de acção, as empresas começaram por reforçar medidas de prevenção e de comunicação muito focadas na limitação de viagens e de reuniões, na limitação do contacto pessoal e na higienização das mãos. Numa segunda fase, começaram a enviar algumas equipas para casa e a limitar o número de pessoas que podiam aceder às suas instalações, bem como a fazê-lo em horários o mais possível desfasados. Houve empresas que, nessa fase, proibiram o uso de zonas comuns, como salas de reuniões e copas, e, pouco depois, começaram a criar salas de isolamento com as devidas rotas. Coincidindo com o fecho das escolas, entre esse momento e a declaração do estado de emergência, vimos mais espaços a fechar e o aumento das equipas em teletrabalho. Tudo isto no prazo de um mês para a maior parte das organizações, e de cerca de dois meses para algumas multinacionais, que se aperceberam do problema e começaram a disseminar para a sua rede de subsidiárias e delegações medidas de forma mais atempada. Essas ganharam um mês às restantes.</p>
<blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Também do lado das empresas prestadoras de <em>Facility Services</em>, é necessário que sejam mais conhecedoras e pró-activas, que consultem o seu cliente sobre as melhores formas de entregar os serviços e de se prepararem para estas contingências. Mas esta maior preparação e maior número de recursos terão um custo maior.&#8221;</span></p>
</blockquote>
<p><strong>E como trabalham agora as equipas de FM?</strong></p>
<p>Agora, o enfoque é assegurar as condições de trabalho para quem está a trabalhar remotamente, nomeadamente enviando equipamento informático para casa dos colaboradores e assegurando os acessos às redes virtuais privadas da organização. No que toca aos prestadores de serviços, o foco é feito em serviços críticos, como a higienização dos espaços, em particular das superfícies de elevado contacto, como botões de elevadores e maçanetas, secretárias e teclados, deixando outros serviços menos críticos, como a lavagem das janelas. Importante é também assegurar a continuidade da prestação de serviços por parte das equipas de vigilância e de manutenção, para manter a integridade dos activos e das pessoas que estão nos espaços, optando pela monitorização on-line e gestão remota sempre que possível. Tudo isto sempre com muita preocupação pelas pessoas, tanto dos próprios colegas como dos colaboradores dos prestadores de serviços. É claro que todos queremos que as actividades críticas das organizações continuem, pois um colapso económico também custará, a prazo, muitas vidas, mas ninguém quer correr riscos desnecessários e, para isso, é necessário manter uma mente analítica e avaliar os cenários. E isto no meio de telefonemas de pessoas em pânico por não terem máscaras ou luvas e de colegas que estão em casa com os filhos sem se conseguirem organizar, o que só reforça que a falta de planos de contingência torna uma situação grave num desnecessário estado de caos.</p>
<p><strong>Apesar de ser uma pergunta a longo prazo, conseguem ter uma previsão dos impactos que as medidas hoje em vigor e toda esta situação podem vir a ter no FM?  </strong></p>
<p>O impacto é tornar óbvia a necessidade de ter departamentos de FM profissionais e com procedimentos. Provavelmente, julga-se aborrecido e uma perda de tempo estar a manter procedimentos e <em>stocks</em> de emergência em períodos de acalmia, em que tudo está bem e nada urge, mas, quando chegamos à crise seguinte, estamos todos em modo reactivo. É fundamental ter recursos e conhecimento para implementar Planos de Acção, Planos de Contingência e Planos de Continuidade de Negócio. Também do lado das empresas prestadoras de <em>Facility Services</em>, é necessário que sejam mais conhecedoras e pró-activas, que consultem o seu cliente sobre as melhores formas de entregar os serviços e de se prepararem para estas contingências. Mas esta maior preparação e maior número de recursos terão um custo maior.</p>
<p><strong>E as empresas estarão dispostas a aceitar esse custo?</strong></p>
<p>Para contrariar esta visão, as empresas como um todo terão de olhar para a área dos <em>Facilities</em> não como um custo, mas como um investimento. Um investimento para garantirem que conseguem contratar e reter as melhores pessoas, ter os espaços funcionais, agradáveis e seguros, ter uma operação ambientalmente sustentável e dar ao seu <em>core business</em> não só produtividade em tempos normais, mas também uma maior capacidade de resiliência em tempos extremos.</p>
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		<title>Tektónica adiada para Outubro</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/tektonica-novadata2703/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Lago]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2020 15:03:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Tektónica - Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, inicialmente prevista para o mês de Maio, entre os dias 6 e 9, foi adiada para Outubro. O anúncio foi feito pela organização, em comunicado...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Tektónica &#8211; Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, inicialmente prevista para o mês de Maio, entre os dias 6 e 9, foi adiada para Outubro. O anúncio foi feito pela organização, em comunicado.</p>
<p>À semelhança de <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/eventos-adiados-cancelados2503/">outros eventos do sector</a>, a Tektónica viu as suas datas serem alteradas na sequência da pandemia de covid-19. Aquela que é considerada a feira com maior relevância no sector da construção e obras públicas em Portugal está agora marcada para Outubro, entre os dias 8 a 11.</p>
<p>A Fundação AIP, entidade organizadora das feiras da FIL – Feira Internacional de Lisboa, anunciou esta medida em comunicado, explicando que a Tektónica vai ter lugar em simultâneo com o já agendado SIL – Salão Imobiliário de Portugal e, assim, “juntando sectores com elevado potencial de complementaridade e que apresentam várias sinergias, neste caso o sector da construção, das obras públicas e do mercado imobiliário”.</p>
<p>A Fundação AIP justifica este adiamento “devido às circunstâncias actuais com impacto mundial, e seguindo as indicações da DGS &#8211; Direcção Geral de Saúde e da OMS – Organização Mundial de Saúde”. Os parceiros do evento concordaram com a nova data, e a AIP refere que “ficam, assim, asseguradas melhores condições para o restabelecimento das dinâmicas de negócios e de promoção de produtos e serviços e igualmente para a participação de compradores e visitantes internacionais”.</p>
<p>A Tektónica &#8211; Feira Internacional de Construção e Obras Públicas assinala este ano a sua 22ª edição. Considerada a maior feira do sector da construção e obras públicas que se realiza em Portugal, conta habitualmente com a participação das principais empresas líder e marcas do sector também da climatização e energia. O certame proporciona a divulgação e troca de boas práticas e oportunidades tanto no mercado nacional como internacional, servindo também de montra para a inovação, lançamento e divulgação de novos produtos e serviços.</p>
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		<title>COVID 19 – Os eventos do sector cancelados ou adiados e as alternativas</title>
		<link>https://edificioseenergia.pt/noticias/eventos-adiados-cancelados2503/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andreia Lago]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2020 10:15:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por todo o mundo, face à pandemia declarada pela Organização Mundial de Saúde e o número de casos de covid-19 a aumentar, o isolamento social está a ser pedido ou imposto em muitos países...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Por todo o mundo, face à pandemia declarada pela Organização Mundial de Saúde e o número de casos de covid-19 a aumentar, o isolamento social está a ser pedido ou imposto em muitos países. Nesse sentido, os vários eventos que estavam programados para os próximos tempos estão a ser cancelados ou adiados. Uns, por uns meses, outros, até ao próximo ano.</p>
<p>Os eventos dos sectores da construção, edifícios, sustentabilidade e energia também adoptaram estes procedimentos e têm estado a anunciar a algumas medidas. Em Portugal, o evento mais próximo de se realizar, a <a href="http://passivhaus.pt/conference-6-18-Passive-House-Para-Todos">Conferência Passive House para Todos</a>, organizada pela Associação Passivhaus Portugal e marcada para o dia 14 de Abril, em Lisboa é adiada para uma “data a definir posteriormente tendo em conta as crescentes preocupações em torno da situação do Coronavírus”. Por seu lado, a Ordem dos Engenheiros, que estava a organizar a décima edição do Congresso Mediterrânico de AVAC, <a href="http://www.climamed.org/en">Climamed 2020</a>, também teve um procedimento semelhante. Apesar de marcado para os dias 17 a 19 de Maio, em Lisboa, a organização confirmou à <em>Edifícios e Energia,</em> que “devido ao surto COVID-19, o evento foi cancelado”. Por definir estão o Portugal Smart Cities Summit e a <a href="https://tektonica.fil.pt/">Tektónica</a>, a Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, cuja 22ª edição tem data marcada para os dias 6 a 9 de Maio. Contactada pela <em>Edifícios e Energia,</em> a organização indicou que está ainda a analisar a situação.</p>
<p>Além fronteiras, a britânica <a href="https://www.futurebuild.co.uk/welcome">Futurebuild</a>, que era para ter decorrido no início de Março, entre os dias 3 e 5, adiou para o próximo ano, entre os dias 2 e 4 do mesmo mês. Apesar de só mais recentemente o Reino Unido ter começado a implementar medidas de contenção social e protecção, a organização desta grande feira do sector da construção, que se realiza em Londres e conta com participantes de todo o mundo, incluindo Portugal, optou por adiar o evento.</p>
<p>Uma medida semelhante foi tomada na vizinha Irlanda, onde o <a href="https://greenbuild.usgbc.org/europe">Greenbuild Europe 2020</a>, agendado para os dias 24 e 25 de Março, em Dublin, foi adiado para o ano 2021. O evento dedicado a profissionais no sector da construção sustentável é organizado pelo US Green Building Council (USGBC) e ainda não tem nova data definida.</p>
<p>De volta a Londres, a <a href="https://spacestudies.co.uk/">SPACE &#8211; Studies of Planning and Architecture Consulting and Education</a> optou por mudar a data, mas manter para este ano as conferências que organizou. Assim, <a href="https://spacestudies.co.uk/space-conf-2020-sustainable-architecture-planning-urban-design/">a SPACE International Conference 2020 on Sustainable Architecture Planning and Urban Design + SPACE International Conference 2020 on Building and Construction</a>, agendadas para os dias 3 e 4 de Abril, foram adiadas para 25 e 26 de Setembro. As duas conferências, uma baseada na sustentabilidade da construção e outra mais centrada nos edifícios e construção mostram as ideias e as pesquisas inovadoras que têm vindo a ser descobertas e desenvolvidas.</p>
<p>Itália, um dos países mais afectados pelo Coronavirus, também adiou os eventos e a <a href="https://www.mcexpocomfort.it/en/">MCE – MOSTRA CONVEGNO EXPOCOMFORT</a> não foi excepção. Marcado para os dias 18 a 22 de Março, o evento mundial dedicado às mais recentes soluções de eficiência energética e energias renováveis e organizado em conjunto com o BIE – BIOMASS INNOVATION EXPO foi adiado para o mês de Setembro, entre os dias 8 e 11.</p>
<p>Da Alemanha chegam as notícias do adiamento de uma das maiores feiras no sector tecnologia de iluminação e construção. A <a href="(https:/light-building.messefrankfurt.com/frankfurt/en.html">Light + Building 2020</a>, que tem lugar em Frankfurt, estava marcada para os dias 8 a 13 de Março e mudou também para o início do Outono. Deverá, então, realizar-se entre os dias 27 de Setembro e 2 de Outubro.</p>
<p>Já a <a href="https://www.intersolar.de/">feira Intersolar Europe</a>, que se realiza em Munique e que tem data marcada para 17 a 19 de Junho, mantém, para já, a data, segundo a organização indicou à <em>Edifícios e Energia</em>. No entanto, no <a href="https://www.intersolar.de/en/about">site</a> do evento está estipulada a data de 8 de Maio para uma decisão final, de manter, adiar ou cancelar o evento, um dos mais conceituados do mundo no sector europeu da indústria solar. </p>
<p>Adiar para Novembro foi a opção do <a href="https://enertic.org/congreso2020/">SEC &#8211; Smart Energy Congress &amp; EXPO</a>, congresso anual europeu dedicado ao sector energético. Marcado para 28 e 29 de Abril, no IFEMA – Palácio Municipal, em Madrid, o evento organizado pela Plataforma enerTIC.org optou pelos dias 24 e 25 de Novembro para debater a “Eficiência Energética num mundo inteligente e sustentável”.</p>
<p>Na Turquia, o prazo de adiamento da 14ª edição do <a href="http://www.ttmd.org.tr/en/main-page">International HVAC&amp;R Technology Symposium of TTMD</a> foi mais curto. Inicialmente marcado para decorrer entre os dias 1 e 3 de Abril, foi adiado dois meses certos, para o mês de Junho, mantendo os dias. Istambul é a cidade escolhida para acolher este encontro internacional que irá debater as melhores e mais resilientes soluções AVAC para alcançar um futuro mais sustentável.</p>
<p>Como alternativas, e uma vez que as directrizes são para ficar em casa, há <em>webinars</em> internacionais que vão realizar-se.Um dos exemplos é o “<a href="https://www.nweurope.eu/media/9712/ace-european-practitioners-mar-26-_online_agenda_en.pdf">Accelerating the energy retrofitting in condominiums</a>”. Inicialmente marcado para ter lugar em Liège, Bélgica, transformou-se num evento online, sobre o <em>retrofit</em> energético nos condomínios. Dedicado a municípios e regiões, mas também a todos os que trabalham nos sectores associados a esta temática, esta conferência decorre entre as 9h30 e as 12h30 (menos uma hora em Portugal Continental) no dia 26 de Março. O registo é gratuito, mas obrigatório, e pode ser feito <a href="https://www.eventbrite.co.uk/e/digital-event-accelerating-the-energy-retrofitting-in-condominiums-registration-100274640148">aqui</a>.</p>
<p>Para o mesmo dia, mas à tarde, está marcado o <a href="https://venticool.eu/wp-content/uploads/2020/01/Webinar_Flyer_20200326.pdf">“Ventilative Cooling – design and examples”</a> Com início marcado para as 14h00 (hora de Portugal Continental), a sessão sobre o arrefecimento e a ventilação em edifícios NZEB, organizado pela INIVE &#8211; International Network for Information on Ventilation and Energy Performance, conta com oradores de diversos países, incluindo Portugal, que estará representado por Guilherme Carrilho da Graça, da Universidade de Lisboa. O <a href="https://inive.webex.com/mw3300/mywebex/default.do?nomenu=true&amp;siteurl=inive&amp;service=6&amp;rnd=0.8087467454340315&amp;main_url=https%3A%2F%2Finive.webex.com%2Fec3300%2Feventcenter%2Fevent%2FeventAction.do%3FtheAction%3Ddetail%26%26%26EMK%3D4832534b000000045b3840d51e4ca0770c6bea47aafc12741afb6e6ce39529b0f3d9cfc4ba8a18a9%26siteurl%3Dinive%26confViewID%3D152870172982510839%26encryptTicket%3DSDJTSwAAAASd4gsPhTl_VhJVGUIBvzzYTsM_be1RPS-_4KbBeuTkrg2%26">registo</a> é gratuito e ambos os eventos têm como língua oficial o inglês.</p>
<p>A 7 de Abril e dando continuidade <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/eu-facility-1603/">ao lançamento da ferramenta European City Facility</a>, está previsto um webinar para o esclarecimento de dúvidas relativas a esta iniciativa que tem como objectivo apoiar os municípios europeus, em especial os de pequena e média dimensão, a encontrar soluções e financiamento para pôr em prática projectos que visem a sua transição energética.</p>
<p>A Ordem dos Engenheiros (OE) criou a <a href="https://juntosficamosemcasa.ordemengenheiros.pt/pt/">Plataforma</a> #JuntosFicamosEmCasa. Com diversos conteúdos em diferentes áreas, que vão desde as coberturas verdes à pobreza energética em Portugal, este portal, com vídeos e apresentações “partilhadas em acções de formação, seminários e outros eventos organizados pela Ordem” para quem “não teve oportunidade de assistir ou que simplesmente pretende revisitar”, é, como refere a OE, uma forma de “reforçar conhecimentos” numa altura de “construção de uma &#8220;nova normalidade”, que se pretende passageira”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://edificioseenergia.pt/noticias/eventos-adiados-cancelados2503/">COVID 19 – Os eventos do sector cancelados ou adiados e as alternativas</a> aparece primeiro em <a href="https://edificioseenergia.pt">Edificios e Energia</a>.</p>
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