2017-12-15
Ar Condicionado: crescimento de vendas superou os 40 %

Chegado o frio e o mau tempo, já só se fala de aquecimento. No entanto, para as empresas de ar condicionado, este foi um Verão a não esquecer. E pela positiva. Num balanço àquilo que foram as vendas nos meses quentes, a opinião é unânime: as expectativas foram superadas, com algumas marcas a registarem um crescimento de vendas na ordem dos 40 %.

 

O impacto faz-se sentir especialmente nas vendas para as clientes domésticos, constatam os profissionais. “O calor do Verão continua a ser determinante no sector doméstico”, aponta Paulo Bessa, da SGT Midea, sublinhando a oportunidade de negócio existente no mercado nacional. “Em Portugal, os edifícios com ar condicionado serão cerca de 7 a 10%, pelo que nos dias de maior calor existe uma maior propensão para as pessoas ponderarem a climatização dos espaços com ar  condicionado”.

 

“O verão influencia somente o mercado doméstico”, observa Jorge Carvalho, da Daikin Portugal. “Neste último Verão, até Julho, as perspectivas concretizaram-se e as vendas foram muito boas. Em Agosto, nem tanto, pelo facto de os instaladores e revendedores terem previamente feito os seus stocks”, conta.

 

“Excelente” é como Pedro Soares descreve as vendas do Grupo Gia neste Verão. O tempo quente permitiu à delegação portuguesa do grupo espanhol aumentar as vendas na grande distribuição no canal profissional, colocando o objectivo definido para o ano de 2017 mais próximo, avança o gestor.

 

No caso da LG Portugal, o crescimento nas vendas de ar condicionado atingiu os 40 %, revela Hugo Delgado. Mas as temperaturas quentes não foram a única razão e para isso contribuíram também a “assertividade na previsão de stocks e a facilidade de acessibilidade e partilha de stocks na Europa, e o índice de confiança, que tem promovido o reinvestimento latente e estagnado no passado”.

 

Importante para esta dinâmica foi também o turismo, acrescenta Ricardo Martins, da Samsung. Para a marca sul-coreana, o impacto não se ficou pelo doméstico, com um “aumento de vendas generalizado em todos os segmentos de mercado”, mas continua a sentir-se “uma procura de equipamentos de baixo custo, tanto no que respeita à procura de equipamentos split, como multisplit”.

 

Os números foram positivos também para a EFCIS, em particular nos meses de Junho e Agosto, quando as “vendas dispararam mais de 50 % acima do esperado” (Junho), aponta Alexandre Pereira. Ainda que o balanço geral seja “bastante acima do esperado”, o responsável explica que em Julho e Agosto, o negócio foi mais calmo, também em resultado das condições meteorológicas. “Julho foi um mês em que o litoral Norte esteve sempre com temperaturas mínimas muito baixas, fazendo com que os edifícios libertassem o calor acumulado durante as noites, e consequentemente originou uma queda das vendas nesta zona, mas compensadas, no entanto, pelas outras zonas em que se registavam temperaturas altas. O mês de Agosto foi um mês inteiro de nortada, com baixas temperaturas tanto máximas e mínimas de norte a sul que nem as ‘normais’ temperaturas no interior e Algarve conseguiram compensar, resultando numa quebra suave das vendas”.

 

 

 

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