2018-02-06
Comissão Europeia lança Observatório Para a Pobreza Energética
David Alvito

A Comissão Europeia lançou, no final de Janeiro, o Observatório para a Pobreza Energética, com vista a melhorar as condições dos lares dos cidadãos europeus e colocando o flagelo entre as prioridades políticas de Bruxelas.

 

Estima-se que, actualmente, mais de 50 milhões de famílias que vivem na União Europeia têm dificuldades em manter as casas com a temperatura adequada, livres de humidade e pagar as contas relativas à energia consumida a tempo e horas.

 

Para o executivo comunitário, a pobreza energética acarreta um vasto conjunto de patologias adversas para a saúde e bem-estar dos cidadãos, como são os problemas respiratórios e o stress causado por não conseguir cumprir com os compromissos de pagamento das facturas energéticas, uma situação que acaba por ter consequências directas em muitas áreas da política, incluindo o meio ambiente e a produtividade.

 

Durante a apresentação do programa, Dominique Ristori, director-geral de Energia da Comissão Europeia, garantiu que “combater a pobreza energética é uma prioridade política”.

 

O Observatório terá como objectivo fornecer informação para que o poder político possa implementar e desenvolver medidas, de modo a fazer face ao desafio premente da pobreza energética. Para Maros Sefcovic, vice-presidente da Comissão Europeia, e que tem a pasta do mercado único de energia, pretende-se criar uma União Europeia “mais justa, mais solidária e mais inclusiva”. Esta nova ferramenta política terá ainda como missão melhorar a transparência e uniformizar as fontes de dados relativas à pobreza energética, de modo a optimizar uma visão pan-europeia do problema.

Este projecto terá a duração de 40 meses e será formado por um consórcio de diversas entidades europeias, lideradas pela Universidade de Manchester, e no qual participam também, como sócios, a Ecofys, o European Policy center, a Intrasoft International, a National Energy Action e o Wuppertal Institute.

 

Para saber mais sobre o Observatório da Pobreza Energética poderá visitar o portal www.energypoverty.eu/

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