2017-06-12
Laboratórios Vivos para a Descarbonização: candidaturas terminam a 19 de Junho

Um ano depois de o Governo anunciar a intenção de tornar os municípios portugueses em Laboratórios Vivos, o aviso para a apresentação de ideias entra agora na recta final. Até ao dia 19 de Junho, os municípios de pequena e média dimensão podem candidatar-se a receber até 80 mil euros de financiamento para desenvolver um plano para a implementação de tecnologias com vista à descarbonização.

 

Com uma dotação orçamental disponível de um milhão de euros, proveniente do Fundo Ambiental, prevê-se que, nesta primeira fase, seja apoiado o desenvolvimento de até 12 planos de implementação de um Laboratório Vivo para a Descarbonização.

A concretização dos Laboratórios Vivos para a Descarbonização vai desenvolver-se em três fases, contando, para o efeito, com quatro milhões de euros, afirmou, a semana passada, o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, durante a conferência internacional ZOOM Smart Cities.

 

Mas o que significa ser um laboratório vivo para a descarbonização? O aviso explica: “traduz-se na adaptação de um espaço urbano com identidade local por forma a tornar-se num espaço de teste, demonstração e apropriação de soluções tecnológicas integradas em contexto real que promovam a descarbonização da vivência em cidades, através da integração de soluções nos domínios, entre outros, dos transportes e mobilidade, eficiência energética em edifícios, serviços ambientais inovadores e promoção da economia circular, numa lógica de interacção entre o município, os centros de conhecimento, as empresas, as indústrias e os cidadãos”. Com vista à descarbonização, uma das principais apostas vai centrar-se em soluções tecnológicas que aumentem a eficiência e reduzam o consumo de energia.

 

Nem todos os municípios podem concorrer, já que o programa visa apenas aqueles com uma população residente inferior a 200 mil habitantes e superior a 40 mil habitantes ou que sejam capitais de distrito. A proposta pode também ser apresentada em consórcio com outras entidades, de forma a promover a cooperação.

 

Encerrado o prazo de candidaturas, as ideias passarão para a fase de avaliação, que finda a 21 de Julho deste ano. Daí e até finais de Novembro, espera-se que os beneficiários escolhidos desenvolvam o plano de implementação do Living Lab, seguindo-se, até ao final do ano, um período de avaliação e eventual aprovação de seis a dez projectos para a segunda fase de financiamento, que arrancará em 2018, refere o aviso.

 

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