2018-09-14
iBroad cumprirá os requisitos da nova legislação de protecção de dados
David Alvito

O projecto iBroad irá ao encontro das novas regras estabelecidas pela nova regulamentação de protecção de dados (GDPR). De acordo com o comunicado publicado no portal do projecto, os dados que poderão ser extraídos do logbook irão ao encontro da legislação vigente, e que recentemente entrou em vigor.

 

Segundo o iBroad, as directrizes definirão as fronteiras e os limites da informação que poderá ser utilizada para determinar planos de renovação, mantendo, ao mesmo tempo, toda a confidencialidade. Assim, tornou-se imperativo esclarecer que dados estarão no logbook. Recorde-se que a nova legislação sobre a protecção de dados surgiu de modo a proteger a transmissão de informação pessoal a outras entidades.

 

O iBRoad foi desenvolvido para edifícios residenciais e, de forma simples, tem como objectivo elaborar um “Passaporte” do edifício, no qual serão colocadas todas as informações, desde o plano individual para a reabilitação do imóvel, até ao consumo energético e a sua produção, a manutenção desenvolvida ao longo do tempo e todos os seus projectos. Desta forma, as novas orientações definem os limites do logbook: que dados podem ser pesquisados e porque devem ser recolhidos, que stakeholders poderão fornecer ou beneficiar dessa informação, onde será armazenada, quem ficará encarregue dessa informação e de que forma segura poderá ser acedida e protegida.

 

Portugal é, juntamente com Bulgária e Polónia, um dos países onde será implementado o projecto-piloto IBRoad, um projeto financiado pelo programa Horizonte 2020 e que pretende fornecer de forma clara, aos proprietários dos edifícios, as medidas de reabilitação necessárias e precisas para melhorar a eficiência energética dos imóveis.

 

O projecto IBRoad pretende ser um programa para suprimir as barreiras que, muitas vezes, são inerentes às renovações profundas, oferecendo um plano para a reabilitação de moradias unifamiliares. A ferramenta tem um horizonte dez a 20 anos e terá em conta diversos factores, como as necessidades específicas e a situação particular dos ocupantes do imóvel, como a idade, a situação financeira, o número de habitantes, atuais e futuros, garantindo, desta forma, um plano com visão de futuro.

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