2017-05-18
EGEC pede estabilidade regulatória para aumentar crescimento

A sexta edição do relatório anual do EGEC (Conselho Europeu de Energia Geotérmica) revela que, entre 2012 e 2016, o uso de energia geotérmica na Europa registou um crescimento constante, ainda que lento, e alerta para a necessidade de propostas legislativas comunitárias que assegurem fortes incentivos.

 

O segmento das redes de aquecimento e arrefecimento urbano tem registado um dos melhores crescimentos no sector geotérmico europeu. Entre 2012 e 2016, entraram em funcionamento 51 novas instalações, dentro do espaço comunitário, representando um crescimento médio anual de 10 %, com uma capacidade instalada de 4,9 GWth, aproximadamente. França, Holanda, Alemanha e Hungria são apontados como os motores deste segmento para os próximos anos.

 

No relatório de mercado de 2016, o EGEC, através do seu presidente, deixa um aviso. Ruggero Bertani faz notar que existe “uma necessidade de estabilidade financeira e regulatória a longo prazo”, acrescentando, ainda, que “as propostas legislativas comunitárias em cima da mesa, em Bruxelas, não oferecem incentivos suficientemente fortes para aumentar” a taxa de utilização de tecnologias renováveis para aquecimento e arrefecimento e para colocar a União Europeia no caminho certo para tornar-se líder mundial em matéria de energias renováveis e que é um compromisso assumido pela União.

 

No continente europeu, são mais de 100 as centrais geotérmicas em funcionamento, com uma capacidade instalada estimada em 2.5 GWe em 2016, dos quais 1 GWe nos Estados-Membros da União Europeia, gerando anualmente 15 TWh de energia eléctrica. Em 2020, prevê-se que a capacidade instalada ronde os 3 GWe, um aumento ligado ao rápido crescimento do mercado turco.

 

O maior mercado da energia geotérmica é o da geotermia de superfície, embora, aqui, o ritmo de novas instalações esteja em declínio. No final de 2015, a capacidade instalada neste segmento do mercado atingia 20 GWth, distribuída por mais de 1,7 milhões de instalações na Europa.

 

Mais conclusões deste relatório anual podem ser encontradas aqui.

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