2019-01-04
Edifícios Inteligentes: de peças de betão a organismos vivos
David Alvito

Nos últimos anos, o investimento feito na construção de edifícios inteligentes tem vindo a crescer de forma sustentada e considerável e, em 2019, é expectável que o montante supere os 14 mil milhões de euros, aponta o relatório “Smart Working”, desenvolvido em parceria entre a Schneider Electric e a consultora Unwork.

 

Segundo o relatório, o crescimento deste mercado, cuja despesa com sistemas de construções inteligentes, em 2015, foi já de 5816 milhões de euros, demonstra a forma como, cada vez mais, as organizações olham para as soluções inteligentes como vantajosas (atracção de cérebros e optimização do negócio), quer para os ocupantes, quer para aqueles cujo foco é o negócio, como promotores imobiliários, e não como uma despesa sem retorno.

 

O desenvolvimento e a implementação de soluções de gestão inteligente de energia em edifícios garantem uma optimização dos sistemas e dos consumos, o que se traduz, entre outras coisas, em ganhos em termos de eficiência energética. Segundo aquele documento, este tipo de solução, conjugado com outras medidas, como a microprodução de energia, softwares de gestão avançado e novos materiais de construção, permitirá que os próprios edifícios possam ser, inclusivamente, produtores e fornecedores de energia eléctrica para as companhias. Ao mesmo tempo, ao integrar a Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA), a detecção de falhas e anomalias torna-se mais simples, melhorando, dessa forma, a segurança dos ocupantes dos edifícios.

 

“Para a maioria das empresas, os edifícios têm de oferecer mais do que o arrendamento tradicional já que necessitam que as instalações ajudem a atrair o melhor talento, que ofereçam apoio aos propósitos corporativos e que forneçam energia e inspirem os seus colaboradores”, refere João Rodrigues, country manager da Schneider Electric Portugal. “O aparecimento dos edifícios inteligentes vai mudar substancialmente a forma como são projectados, construídos e geridos os edifícios modernos. Este relatório mostra as chaves para que os promotores possam posicionar-se e assim beneficiarem das mudanças que estão a acontecer”, remata o gestor.

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