2017-09-13
IFRRU vai contar com 300 milhões do BEI

O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai co-financiar o IFRRU – Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas com 300 milhões de euros. O acordo para o empréstimo da primeira tranche, no montante de 100 milhões, foi assinado ontem, em Lisboa, por Román Escolano, vice-presidente do BEI, e Mário Centeno, ministro das Finanças.

 

O dinheiro destina-se a apoiar os municípios portugueses com planos de revitalização urbana, sendo que a prioridade é para zonas de degradação, com vista à implementação de programas de desenvolvimento urbano sustentável até 2023. Através deste empréstimo, ficarão disponíveis recursos financeiros em condições vantajosas, quer ao nível das taxas de juro, quer ao nível da maturidade.

 

O instrumento servirá para intervenções como a reabilitação de edifícios destinados a habitação, espaços públicos e infra-estruturas, localizados em zonas residenciais, centros urbanos, frentes de água e antigas zonas industriais, e ainda a revitalização de zonas industriais urbanas devolutas, situadas em áreas desfavorecidas e degradadas. Para além disso, explica o comunicado do BEI, poderão ser incluídos investimentos em medidas de eficiência energética, incluídas em projectos de reabilitação dos edifícios.

 

“Ao contribuir para a reabilitação de casas e para revitalizar espaços públicos nas cidades de todo o país, este empréstimo irá também promover a transformação positiva do país, fomentando o desenvolvimento económico local, que irá criar novas oportunidades de negócios e emprego”, declarou o vice-presidente do BEI.

 

Por sua vez, Mário Centeno reconheceu a necessidade de,”enquanto decisores políticos”, procurar recorrer a instrumentos que apoiem e incentivem um investimento público e privado de qualidade. “Ao tirarmos o máximo partido destes instrumentos, estamos a contribuir para apoiar o desenvolvimento do país de forma responsável e sustentável”, afirmou.

 

Para além do BEI, o IFRRU vai ainda contar com o apoio dos Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI), o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e o Fundo de Coesão.

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