2018-05-30
Barómetro de Eficiência Energética da Administração Pública de regresso
David Alvito

Seis anos depois de a primeira versão ter sido descontinuada, o Barómetro de Eficiência Energética da Administração Pública está de volta para monitorizar e gerir a energia em entidades públicas e ministérios.

 

A versão 2.0 da ferramenta, lançada pela ADENE - Agência para a Energia, e que surge na esfera do ECO.AP (Programa de Eficiência Energética na Administração Pública) pretende ser um instrumento primordial para controlar e efectuar uma gestão eficiente da energia nas entidades públicas.

 

Este novo barómetro possibilita, segundo um conjunto de critérios balizados, registar, comparar e fazer uma avaliação do desempenho energético dos vários organismos, com os resultados a serem automaticamente divulgados logo que estejam disponíveis dados para comparar.

 

O Barómetro ECO.AP, que poderá ser acedido no portal http://ecoap.pnaee.pt, está direccionado para, primeiramente, obter uma caracterização dos consumos energéticos dos edifícios da Administração Pública Central, com o objectivo de delinear um plano com medidas concretas para promover de forma real a eficiência energética e as energias renováveis no sector público.

 

“O Barómetro ECO.AP é um instrumento central para a prossecução das medidas que visam a eficiência energética na Administração Pública e também para a monitorização do Programa ECO.AP. Para atingir os objectivos e as metas propostos, é necessário continuar a investir num conjunto de acções e de instrumentos de apoio aos Gestores Locais de Energia, aos seus Dirigentes Superiores e a todos aqueles que pretendem implementar medidas de eficiência energética tendo em vista a redução de consumos. O Estado pode assim dar um bom exemplo de boas práticas ao sector privado e a todos os cidadãos, conseguindo reduzir custos com a sua factura de energia”, refere Maria João Coelho, vice-presidente do Conselho de Administração da ADENE.

 

Recorde-se que, recentemente, um relatório do Tribunal de Contas sobre a eficiência energética dos edifícios públicos revelou que apenas 12,5 % dos edifícios estatais dispõem de certificado energético, apesar de este ser obrigatório por lei para estes edifícios.

    

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