2018-12-14
Arfit: “Nos últimos dois anos, duplicámos a produção”
Rita Ascenso

Fomos conhecer as novas instalações da Arfit. Mais do que um espaço, a nova fábrica é a concretização de uma estratégia ponderada que a empresa foi seguindo desde a sua constituição em 1945, enquanto Feio&Comp, dedicada à comercialização de caldeiras. Mais tarde, em 2008,  entra no mercado AVAC com a aquisição global da empresa e é lançada a marca Arfit, inicialmente ligada apenas a produtos de ventilação.

 

Sempre com os seus parceiros Bluebox, Fast, Aertesi e Brofer e, mais tarde, com a Carel, a Arfit quis crescer e expandir-se. Era preciso dar resposta a mais encomendas. O investimento no espaço não foi o único salto. Mais tecnologia e máquinas novas ressaltam num ambiente sofisticado, com mão de obra especializada e onde tudo acontece. Software próprio, investigação e desenvolvimento made in Portugal, mais concretamente na Maia, fazem desta marca uma solução que se adapta a qualquer necessidade do cliente. As máquinas são dimensionadas para cada instalação seja cá, ou seja fora de Portugal. Uma costumização onde a engenharia de programação é portuguesa.

 

“Compramos os PLC vazios e toda a programação é feita por nós”. Uma diferenciação grande, segundo Paulo Feyo, um dos dois sócios principais da empresa. “Somos provavelmente dos mais flexíveis. Os clientes podem pedir uma sonda extra, um sinal de alarme ou uma ligação com outro sistema de gestão e rapidamente damos essa resposta, porque temos as competências internas necessárias”. Mais trabalho e mais encomendas foram o principal motor para esta aventura.


“Sempre sonhámos com a solução global. O fabrico próprio era o nosso objectivo. Nascemos em plena crise e começámos devagar com uma primeira oficina em Gaia. Depois, passámos para a Maia e, agora, criamos este espaço dedicado exclusivamente ao fabrico. Para nós é de extrema importância e faz parte de uma estratégia que já tínhamos definido”.

 

O negócio está a crescer. “Em Portugal temos a solução dos equipamentos e as Unidades de Tratamento de Ar mas, depois, temos também a exportação que representam quase 50 % da nossa facturação. Essencialmente exportamos para a Espanha, França e Marrocos. Temos alguns fornecimentos pontuais em função dos projectos que vão acontecendo. Há pouco tempo, exportámos os nossos equipamentos para a Antártida. Quisemos crescer muito no fabrico e houve uma aposta internacional que começou em 2008 ou 2009”. Angola nunca foi uma opção para a Arfit.

“Provavelmente escolhemos o caminho mais difícil que foi assegurar a certificação do nosso produto e apostar na qualidade”.

 

Com tudo isto, estamos a falar de um crescimento exponencial. “Nos últimos dois ou três anos, duplicámos a produção”. As perspectivas para o futuro são de continuar a crescer no mercado internacional“. Por cá, no mercado português, os privados estão à frente das encomendas, naturalmente. O destaque vai para a indústria e hotelaria. “Oferecemos soluções globais que vão desde os chillers aos ventiloconvectores”, conclui Paulo Feyo, que, em conjunto com Pedro Silva, estão ao leme de uma empresa 100 % portuguesa! 

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