2018-06-11
Ar Condicionado: número de equipamentos instalados deverá chegar aos 5,6 mil milhões
David Alvito

O aumento do uso de equipamentos de ar condicionado será um dos principais impulsionadores da procura global de energia nas próximas três décadas. Esta é uma das conclusões do relatório “The Future of Cooling”, publicado, no mês passado, pela Agência Internacional de Energia (AIE).

 

De acordo com aquele documento, até 2050, o uso de energia por aparelhos de ar condicionado a nível mundial deverá triplicar, o que obrigará a uma capacidade de energia eléctrica equivalente à capacidade eléctrica actual combinada dos Estados Unidos, União Europeia e Japão. Isto quer dizer que, até 2050, o número de equipamentos de ar condicionado deverá passar dos actuais 1,6 mil milhões para 5,6 mil milhões. Estes números significam que, durante os próximos 30 anos, deverão ser vendidos dez aparelhos de ar condicionado a cada segundo. Ao ritmo actual, em 2050, os equipamentos de ar condicionado consumirão tanta energia quanto a China consome, actualmente, em todas as actividades.

 

“O aumento da procura de energia eléctrica por parte de aparelhos de ar condicionado é um dos aspectos mais críticos no debate sobre energia”, reconheceu Fatih Birol, director executivo da AIE. “Com o aumento dos rendimentos, a aquisição de ares condicionados vai aumentar, especialmente nas economias emergentes. Apesar de trazer mais conforto e uma melhoria na vida do dia-a-dia, é essencial que o desempenho energético dos aparelhos seja uma prioridade. Os padrões de eficiência dos novos aparelhos são menores do que aquilo que deveriam ser”, admitiu.

 

Actualmente, o uso de equipamentos de ar condicionado e de ventoinhas eléctricas já representa cerca de um quinto do total de energia eléctrica usada em edifícios de todo o mundo, traduzindo-se em 10 % de todo o uso global de electricidade. No entanto, a melhoria das condições de vida de muitos habitantes em todo o mundo levará ao crescimento da procura por aparelhos de ar condicionado, especialmente em regiões do globo mais quentes, o que acarretará uma enorme factura ambiental. Assim, o aspecto fundamental centra-se na eficiência dos novos equipamentos (como exemplo, os equipamentos de ar condicionado vendidos na Europa e no Japão são, normalmente, mais 25 % eficientes do que aqueles adquiridos nos Estados Unidos), já que uma melhoria no seu desempenho poderá reduzir para metade a procura energética para este tipo de equipamento.

           

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