2018-12-18
Estudo sobre o sistema eléctrico nacional apresentado pela APREN
David Alvito

A Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) apresentou, na passada semana,  o estudo “Portuguese Market Outlook up to 2040”, desenvolvido em parceria com a consultora Poyry. O documento analisa o sistema eléctrico português, olhando para o horizonte 2030-2040.

 

O estudo pretende fazer um diagnóstico e detectar o caminho mais adequado do sistema eléctrico nacional, ajustado ao mercado do Sudoeste europeu, mas apontando as lacunas que vão criando dificuldades ao funcionamento do mercado. De acordo com o “Portuguese Market Outlook up to 2040”, existem sérias dificuldades no investimento em tecnologias renováveis, por culpa do desenho de mercado, e não dos aspectos técnicos e/ou económicos. Os mercados regionais (como o MIBEL – Mercado Ibérico de Electricidade) são cada vez mais voláteis, impedindo a previsibilidade necessária para o estabelecimento de investimentos a longo prazo, não só para energias renováveis, como para centrais e sistemas de regulação de capacidade de potência/energia.

 

O documento destaca a competitividade das energias renováveis, quando comparadas com o custo marginal das energias fósseis, juntando-se ainda o facto de já não serem necessários apoios, mas sim mecanismos de mercado competitivos e de estabilização de preços que levem a uma redução de custos e, consequentemente, a uma tarifa mais baixa para o consumidor final.

 

Segundo o presidente da APREN, António Sá, “Portugal enfrenta o grande desafio de atingir os objectivos de descarbonização acordados com a União Europeia para 2030 da forma mais custo-eficaz possível. Como sabemos, a energia é um dos motores da Economia, tanto do lado do desenvolvimento e emprego que a fileira proporciona, como em termos de redução de custo para os consumidores, pelo que este assunto merece a maior atenção pela APREN”.

 

Ainda de acordo com o dirigente, este estudo “veio consolidar algumas informações importantes para o sector e vai ser fundamental para ajudar a definir o caminho que nos pode levar ao cumprimento das metas do Acordo de Paris, tão importante para inverter o nível de risco face às alterações climáticas”.

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