2019-02-06
ANFAJE satisfeita com Plano Nacional de Energia e Clima, mas deixa alertas
David Alvito

A ANFAJE - Associação Nacional dos Fabricantes de Janelas Eficientes congratulou-se com as principais conclusões saídas do Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC) 2021-2030, apresentado na semana passada, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, mas mostrou-se preocupada com a falta de linhas orientadoras em matéria de eficiência energética dos edifícios.

 

Segundo o comunicado divulgado, aquela associação ficou, no geral, satisfeita com os objectivos saídos do PNEC no que à transição energética diz respeito, com metas ainda mais ambiciosas para 2030, rumo à neutralidade carbónica.

 

O objectivo da estratégia é claro: trabalhar para uma diminuição do excessivo peso da dependência energética do país e da emissão de gases com efeito de estufa, trabalhando, paralelamente, para uma melhoria da eficiência energética do parque edificado português – uma prioridade que tem sido sempre defendida pela ANFAJE. Ainda assim, o documento apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian merece alguns reparos por parte da associação que representa os principais fabricantes de janelas eficientes em Portugal. De acordo com a associação, a falta de linhas orientadoras para melhorar a eficiência energética dos edifícios é preocupante, apesar do compromisso do ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, que afirmou que, “nesta transição, a eficiência energética é e continuará a ser uma prioridade”. No entanto, a ANFAJE entende que a carência de medidas para melhoramento do conforto térmico do parque habitacional no nosso país merece que se levantem sinais de alerta, mesmo que, segundo o PNEC 2030, a eficiência energética seja uma prioridade política, através da reabilitação dos edifícios e da meta de redução do consumo energético em 35 %, em 2030.

 

Para João Ferreira Gomes, presidente da ANFAJE, “não basta definir políticas e programas públicos, se estes não passarem do papel para a prática. É crucial definir também um conjunto de medidas concretas que permita atingir os objectivos que são definidos para cada programa. São necessárias acções que possam dar respostas rápidas e ágeis às necessidades dos portugueses”.

 

A ANFAJE concorda com a necessidade da transição energética e da descarbonização da economia, que se traduzem em oportunidades de crescimento. No entanto, “a eficiência energética está mais dependente de um programa de políticas públicas bem elaborado e executado e com estímulos adequados do que do desenvolvimento da tecnologia”, remata João Ferreira Gomes.

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