2017-04-17
Porto quer renovar a paisagem urbana com coberturas verdes
Frederico Raposo / Filipa Cardoso

Praça de Lisboa e Estação da Trindade são exemplos daquilo que já se fez e indicadores daquilo que pode estar para vir. A cidade do Porto quer acompanhar  a tendência global de instalação de coberturas verdes, criando as condições necessárias à proliferação destas soluções e contribuindo para a mudança da paisagem urbana, para a eficiência energética e para o aumento dos espaços verdes nas cidades. Entre os locais possíveis, está já prevista a implementação de uma cobertura verde no Terminal Intermodal de Campanhã.

 

O Projecto Quinto Alçado do Porto (PQAP) teve início em Agosto de 2016, terá a duração de um ano, e vai promover a criação de um guia técnico com orientações e propostas de políticas municipais, ajustadas à realidade da cidade. Serão, para além disto, seleccionados três edifícios do município para receber coberturas verdes.

 

Este projecto nasce de um desafio lançado por Paulo Palha, presidente da Associação Nacional de Coberturas Verdes (ANCV), à câmara municipal do Porto, que, segundo fonte da associação, “recebeu a proposta com muito entusiasmo, uma vez que estava em concordância com a sua visão e objectivos para a cidade do Porto”.

 

Uma das maiores ambições do projecto é a inclusão das coberturas verdes na estratégia urbanística, ambiental e de espaços verdes da cidade. Cidades como Copenhaga e Toronto há muito que adoptaram medidas que impõem a instalação destas coberturas nos telhados de novas construções. Para o Projecto Quinto Alçado do Porto, foram estudados, detalhadamente, dois casos de cidades, Londres e Linz, que adoptaram diferentes medidas de incentivo à instalação de coberturas verdes, de modo a aprender com o que já foi feito, identificando possíveis barreiras e adequando contextualmente o planeamento de medidas a aplicar no caso português.

 

No âmbito do projecto, a câmara municipal do Porto e a associação que promove este tipo de soluções em Portugal encontram-se, ainda, “numa fase de avaliação do modelo que melhor se adapta à cidade”. Mas dentro dos objectivos definidos pelo plano encontram-se a quantificação de coberturas verdes já existentes na cidade, a avaliação dos edifícios com potencial, a definição de áreas prioritárias para a definição de uma estratégia global e a selecção de três edifícios municipais para receber este tipo de solução, que, depois, serão edifícios modelo para a continuidade da estratégia.

 

De entre as várias vantagens resultantes da instalação de coberturas verdes, contam-se a protecção da impermeabilização dos telhados, mas também o maior conforto térmico e maior eficiência energética, a melhoria da paisagem urbana, o aumento das áreas verdes e espaços de fruição pública e ainda ajudam na redução do risco de cheias.

 

 

Saiba mais sobre o mercado nacional das coberturas verdes na edição 111, de Maio/Junho 2017, da Edifícios e Energia.

 

Foto: @Porto.

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